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Igreja/Pedofilia

Bento 16 evita falar sobre pedofilia na missa de Páscoa

O Papa Bento 16 dá sua mensagem Urbi et Orbi no fim da missa de Páscoa, na praça São Pedro, no dia 4 de abril de 2010.
O Papa Bento 16 dá sua mensagem Urbi et Orbi no fim da missa de Páscoa, na praça São Pedro, no dia 4 de abril de 2010. REUTERS/Alessandro Bianchi

Na tradicional missa solene do domingo da ressurreição de Páscoa, realizada todos os anos no Vaticano, o pontíficie disse que a humanidade está em crise e pediu paz no Oriente Médio. O decano do cardeais, Ângelo Sodano, entretanto, defendeu Bento 16 e lembrou que o povo de Deus está com o Papa, e que a igreja não se deixaria abalar pelos "falatórios do momento."

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O Papa Bento 16 não disse uma palavra sobre os escândalos de pedofilia que abalam a Igreja Católica durante a missa Solene do Domingo da Ressurreição de Páscoa, realizada todos os anos no Vaticano. O pontíficie disse que a humanidade está em crise e pediu a paz no Oriente Médio e em outras regiões do mundo, onde cristãos sofrem com perseguições, como no Iraque e no Paquistão.
Na tradição milenar da Igreja Católica, nunca a celebração da Ressurreição foi precedida por uma mensagem de felicitações ao Papa. Rompendo o protocolo antes da missa, o decano do colégio dos cardeais, Ângelo Sodano, afirmou que “O povo de Deus está com o pontífice e que não se deixaria abalar pelos falatórios do momento”, em alusão às críticas feitas pela imprensa do mundo inteiro aos casos de pedofilia envolvendo padres católicos.

Milhares de fiéis enfrentaram a chuva para participar da missa. Na mensagem Urbi et Orbi, que significa "da  cidade ao mundo", Bento 16 falou que até hoje a humanidade precisa da salvação do evangelho para sair da crise, que pede mudanças profundas na consciência e não apenas correções superficiais. O pontífice também fez um apelo pela paz no Oriente Médio, no Iraque e na África e lamentou as vítimas dos terremotos no Haiti e no Chile. Bento 16 também mencionou o sofrimento da América Latina e os crimes ligados ao narcotráfico. No final, o Papa desejou feliz Páscoa em 65 idiomas, inclusive o português.
O domingo de Páscoa foi marcado por críticas ao pontífice e pela maneira como a Igreja lidou com mais de 3 mil casos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes. Alguns especialistas em religião acreditam que o celibato deveria ser abolido para evitar problemas como a pedofilia.
 

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