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Otan volta a pedir apoio para criação de sistema integrado antimíssil

Ministros da Defesa e das Relações Exteriores da Otan, reunidos em Bruxelas.
Ministros da Defesa e das Relações Exteriores da Otan, reunidos em Bruxelas. Reuters

Os ministros das Relações Exteriores e da Defesa de 28 países estão reunidos nesta quinta-feira, em Bruxelas, para discutir a estratégia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para os próximos dez anos. O documento servirá de base para a cúpula da organização que será realizada em Lisboa, nos dias 19 e 20 de novembro.

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Entre os temas na agenda, está a discussão sobre a criação de um novo sistema integrado de defesa antimíssil, que deve servir como meio de dissuasão nuclear e proteger os países mebros da Otan. O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, e os Estados Unidos estimam que o novo sistema deve custar cerca de 200 milhões de euros, montante necessário para interligar os sistemas de defesa europeus ao norte-americano.

Em Bruxelas, Rasmussen voltou a pedir apoio ao novo plano de defesa da organização e afirmou que a nova proposta daria proteção à 900 milhões de pessoas nos países aliados. A Otan acredita que o sistema integrado de defesa antimísseis poderia proporcionar mais segurança do que os programas individuais existentes hoje nos países da organização.

Mas a proposta, que tem o apoio dos Estados Unidos, divide países como França e Alemanha. Paris entende que o sistema deve ser um mecanismo complementar a um arsenal mais amplo de dissuasão nuclear. Já Berlim, partidário do desarmamento nuclear, defende um sistema antimíssil suficientemente seguro, capaz de substituir a bomba atômica.

A polaridade entre os dois países voltou a ser marcada nesta quinta-feira, em Bruxelas. O ministro francês da Defesa, Hervé Morin, colocou em dúvida a eficiência de um sistema integrado para a proteção dos países membros da Otan. "Ninguém pode imaginar que um sistema antimíssil integrado seja eficaz na defesa das cidades europeias em caso de um ataque maciço", afirmou.

Em períodos de crise, o projeto também esbarra nas contenções de despesas e cortes dos gastos públicos dos aliados. Ao defender a proposta em Bruxelas, Rasmussen enfatizou que a relação custo-benefício é bastante razoável.A decisão sobre o projeto será tomada no próximo mês, durante a reunião de Cúpula da Otan, em Lisboa.

Os ministros também discutem, em Bruxelas, a adoção de medidas de segurança em caso de cyberguerra, e o reforço das parceiras com países que não pertencem à Otan, como Rússia, India, China, Japão e Austrália.

Letícia Fonseca, correspondente da RFI, em Bruxelas

 

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