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Crise

Países europeus discutem crise da Irlanda

Martin Mansergh, ministro irlandês das Finanças, participa hoje da reunião do Conselho Europeu em Bruxelas.
Martin Mansergh, ministro irlandês das Finanças, participa hoje da reunião do Conselho Europeu em Bruxelas. www.consilium.europa.eu

Os ministros das Finanças da zona euro realizam hoje uma reunião de crise em Bruxelas para discutir a situação financeira da Irlanda, que está enfrentando sérias dificuldades para refinanciar suas dívidas e já ameaça arrastar Portugal, Espanha e outros países europeus na pior crise econômica desde a criação da zona euro. 

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O Banco Central europeu quer convencer a Irlanda, que está vivendo a pior crise econômica de seus últimos 70 anos, a aceitar ajuda do fundo europeu de resgate e do Fundo Monetário Internacional (FMI), como fez a Grécia no início do ano.

As contas públicas irlandesas registram um rombo colossal de 32% do PIB, o Produto Interno Bruto do país. O aumento do déficit irlandês se deve, principalmente, às operações feitas durante a crise financeira mundial para socorrer o setor bancário do país. Com a crise, a previsão é a de que 200 mil pessoas – cerca de 5% da população – deixem o país para tentar a sorte no exterior.

Apesar das recentes declarações de que a União Europeia estaria pronta para socorrer a Irlanda, Dublin continua resistindo a pedir apoio financeiro à Bruxelas. Às vésperas da reunião dos países da zona do euro, o ministro irlandês para Assuntos Europeus, Dick Roche, voltou a insistir sobre a capacidade da Irlanda em resolver os próprios problemas, sem ajuda externa.

Ainda sob os efeitos da tragédia da dívida grega, Bruxelas tem medo que a deterioração da crise irlandesa possa vir a contaminar as economias mais frágeis do bloco e desestabilizar o euro. O governo irlandês assegura que o país tem liquidez suficiente até meados do ano que vem, e que, no momento, não faz sentido recorrer a um pacote de financiamento para equilibrar as contas públicas da Irlanda.

A resistência de Dublin poderia ser o receio de perder a soberania do país. Ao aceitar o fundo de emergência do bloco, os irlandeses estariam, de uma certa maneira, sob a tutela dos parceiros. Mas a prioridade da Europa é defender o euro, e por isso, há pressão para que a Irlanda receba o socorro financeiro da União Europeia.

Letícia Fonseca, correspondente da RFI em Bruxelas

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