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Grécia/Crise Política

Milhares de belgas vão às ruas em protesto contra a crise política

Belgas foram às ruas em protesto contra a crise política que ameaça unidade do país.
Belgas foram às ruas em protesto contra a crise política que ameaça unidade do país. Reuters

Sem governo há mais de sete meses, a Bélgica enfrentou neste domingo sua primeira grande manifestação popular. Cerca de 35 mil pessoas foram às ruas em Bruxelas pedir uma solução para o impasse político que divide flamengos e francófonos do país.

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Neste domingo, cerca de 35 mil pessoas saíram às ruas em uma “Marcha da Vergonha”. Os manifestantes apontam o principal partido flamengo, a Nova Aliança Flamenga, de tendência nacionalista, como responsável pela crise atual. A Bélgica já bateu o recorde de país europeu sem um Executivo em plenitude de funções: 224 dias.

“Esta foi a primeira de uma série de manifestações para protestar contra a incompetência dos políticos” disseram os organizadores. As desavenças cada vez maiores entre francófonos e flamengos aumentam as probabilidades de um regresso prematuro dos belgas às urnas. Um cenário que quase todos os partidos querem evitar.

Os interesses econômicos fomentam a eterna briga entre os dois principais partidos da Bélgica. Os flamengos, que representam 60 % dos 10 milhões de belgas, querem a autonomia para Flandres, ao norte. Já os francófonos, concentrados em Bruxelas e na região sul, a Valônia, procuram limitar tal descentralização com receio de perda de transferências financeiras, que poderia representar o início da dissolução do país.

Com o impasse, a implementação de reformas e políticas importantes, como a austeridade fiscal, tiveram que ser adiadas e o clima de incerteza já está contaminando a economia do país. Analistas apostam que a Bélgica será uma das próximas vítimas da crise econômica na Europa. A dívida pública belga é de cerca de US$ 500 bilhões, quase 100% do PIB. Um índice que só perde para os italianos e os gregos.
 

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