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Imigração/ europa

Polêmica sobre imigração domina jornais franceses

Imigrantes africanos desembarcam na ilha de Lampedusa, no sul da Itália.
Imigrantes africanos desembarcam na ilha de Lampedusa, no sul da Itália. Reuters/Antonio Parrinello

O encontro bilateral entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, para discutir principalmente o tema da imigração, em resposta ao fluxo em massa dos refugiados do norte da África, ilustra as manchetes da imprensa francesa desta terça-feira.

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“Europa, o retorno das fronteiras ?”, questiona o Libération ao se referir à proposta dos dois líderes europeus de fazer uma revisão do tratado de Schengen, que permite a circulação de pessoas em 25 países europeus. Segundo o Libé, a chegada de cerca de 20 mil tunisianos e oito mil líbios clandestinos, que desembarcaram principalmente na ilha italiana de Lampedusa, ponto de passagem para muitos que querem chegar à França, pode destruir um dos pilares da construção europeia, o acordo que permite às pessoas viajarem sem vistos ou passaportes em boa parte da Europa.

Em editorial, o Libération escreve que revisar o espaço Schengen é frear um dos aspectos de maior dinamismo da Europa e um símbolo da construção europeia, comparado ao euro, e também ceder ao discurso xenofóbico e nacionalista. O neopopulismo é muito mais perigoso que alguns milhares de imigrantes clandestinos, avisa o Libé.

Já o Le Figaro defende a proposta do governo francês de revisão do espaço Schengen, afirmando que o acordo ficou desatualizado diante desse enorme fluxo de imigrantes. Em editorial, o Le Figaro diz que a aplicação do tratado não se faz sem uma política europeia de imigração e sem a solidariedade de todo os países do bloco. O econômico Les Echos afirma que a reunião entre Sarkozy e Berlusconi acontece num clima de extrema tensão, já que os dois países divergem sobre a maneira de acolher os imigrantes.

A Itália critica a França por fechar suas portas aos clandestinos. Segundo o Les Echos, o governo francês fez o controle de 2,8 mil tunisianos em suas fronteiras e mandou de volta 1,7 mil deles para a Itália. Para contribuir à discussão de um tema tão polêmico, o Les Echos publica reportagem onde mostra que a França, ao receber cerca de 100 mil estrangeiros por ano, é um dos países da Europa que menos acolhe imigrantes e eles pesam muito pouco no sistema social e no mercado de trabalho.
 

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