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Alemanha/Nuclear

Alemanha vai desativar as 17 usinas nucleares do país até 2022

Milhares de pessoas participaram de protestos neste sábado(28) em 21 cidades da Alemanha exigindo que o governo acelerasse o processo de abandono da energia nuclear.
Milhares de pessoas participaram de protestos neste sábado(28) em 21 cidades da Alemanha exigindo que o governo acelerasse o processo de abandono da energia nuclear. Reuters

A Alemanha anunciou nesta segunda-feira que vai abandonar a energia atômica. É o primeiro país industrializado a anunciar o fechamento de todas suas centrais nucleares. A decisão, considerada irreversível, é consequência da catástrofe de Fukushima, no Japão.

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A desativação das 17 usinas nucleares alemãs será paulatina. A maioria dos reatores nucleares do país será desligada dentro de um prazo de 10 anos e no máximo em 2022 todas deverão estar desligadas.

Em 2018, o governo alemão irá avaliar a situação energética no país e decidir se a desativação das usinas nucleares será total em 2021. Se for avaliado que há riscos para o fornecimento de energia, as três usinas mais modernas do país, consideradas como uma reserva de segurança, poderão ser desativadas somente um ano depois, em 2022.

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira pela coalizão entre democratas cristãos e liberais no poder, após reunião que analisou as conclusões encomendadas a uma comissão de ética. O governo também anunciou que tomar medidas para reduzir o consumo de energia em até 10% até 2020, para diminuir o impacto dessa saída do nuclear. A energia atômica é responsável por 22% da produção energética da Alemanha.

O anúncio representa um recuo do governo Merkel que ressuscita projeto que havia sido aprovada no governo do chanceler Gerhard Schroder e previa o fim da era nuclear na Alemanha em 2021.

A chanceler Angela Merkel tinha baixado no ano passado uma lei prolongando a vida útil das usinas nucleares em uma média de 14 anos. Essa lei estava prejudicando a popularidade do governo. Depois do acidente em Fukushima, os partidos da coalizão de governo alemão despencaram nas pesquisas de opinião e perderam eleições regionais em série.

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