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Grécia/ crise

Greve geral pressiona para governo grego não aumentar austeridade

Manifestantes estão acampados na praça Syntagma, em frente ao Parlamento da  Grécia.
Manifestantes estão acampados na praça Syntagma, em frente ao Parlamento da Grécia. Reuters

A terceira greve geral na Grécia desde o início do ano afeta seriamente o setor de transportes e a administração pública nas principais cidades do país. A paralisação, convocada pelos sindicatos de trabalhadores contra o segundo plano de austeridade do governo que começa a ser debatido hoje no parlamento, ganha força com o apoio do movimento popular dos "indignados" gregos.

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O palco dos protestos nesta quarta-feira é a praça Syntagma, no centro de Atenas, sede do parlamento grego.

Os manifestantes programaram formar um cordão humano em torno do parlamento, com mensagens como "Resistam" aos deputados, para demonstrar seu repúdio às medidas acertadas pelo governo com o FMI e a União Europeia, que impõem novos sacrifícios aos gregos, como aumento de impostos, cortes no orçamento e a privatização dos serviços públicos.

O policiamento foi reforçado para garantir o acesso dos deputados, que devem votar o projeto de lei orçamentário do triênio 2012-2015, condição para o governo grego receber a quinta parcela do pacote de 110 bilhões de euros concedido pelos europeus e o FMI no ano passado.

Reunidos ontem para discutir um segundo pacote de ajuda financeira à Grécia, os ministros das Finanças europeus não chegaram a um consenso. O encontro, em Bruxelas, aconteceu logo após a agência de classificação Standard & Poor ter, mais uma vez, rebaixado a nota de risco do país. Além dos 110 bilhões de euros concedidos no ano passado, a Grécia deverá receber, ainda este mês, um novo socorro para evitar a falência estatal.

O grau de participação do setor privado na Grécia é a questão que tem provocado mais falta de consenso na UE. A Alemanha quer envolver os credores privados na solução da dívida pública. Para Berlim, chegou a hora do setor privado arcar com parte da crise. Na semana passada, o governo alemão chegou a propor uma moratória de sete anos para que o país comece a pagar seus credores. A proposta alemã é vista com reservas pelo Banco Central Europeu, um dos principais credores da Grécia.

Países continuarão em busca de solução

O novo “socorro” aos gregos deve ultrapassar os 100 bilhões de euros, para suprir as necessidades de financiamento do país até 2014. Segundo o comissário para Assuntos Econômicos do bloco, Olli Rehn, “a Comissão Européia está trabalhando em um plano que se baseia no príncípio de troca de títulos da dívida do país e prolongamento dos créditos concedidos pelos bancos”.

A situação financeira da Grécia será discutida no próximo domingo pelos ministros das Finanças da zona do euro, na próxima segunda-feira, pelos ministros das Finanças do bloco, e pelos líderes europeus, no dia 24 de junho.

A falta de um acordo sobre a Grécia tem impacto nas bolsas de valores europeias. Em Paris, o pregão abriu hoje em queda repercutindo a decisão da agência de notação financeira Moody's, de colocar sob vigilância negativa três grandes bancos franceses - BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole, que fizeram grandes empréstimos à Grécia e estão ameaçados de calote.
 

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