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Europa / Crise

Adoção de taxa financeira divide Paris e Berlim

A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy , os dois principais líderes da Zona do Euro, durante coletiva de imprensa após o encontro desta segunda-feira em Berlim.
A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy , os dois principais líderes da Zona do Euro, durante coletiva de imprensa após o encontro desta segunda-feira em Berlim. REUTERS/Fabrizio Bensch

Durante uma entrevista coletiva após uma reunião em Berlim, o presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel afirmaram hoje estar de acordo sobre o princípio de uma taxa sobre as transações financeiras, mas continuam a divergir em relação à maneira de colocá-lo em prática. A França está determinada a adotar o imposto o mais rápido possível.

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"A minha convicção é que se não dermos o exemplo, isso não vai ser feito. A ideia da França é aplicar o projeto de diretiva" da Comissão Europeia, afirmou Sarkozy nesta segunda-feira em Berlim.

A chanceler alemã considerou que se tratava "de uma boa iniciativa para passar da palavra ao ato", mas repetiu sua preferência por uma ação conjunta em nível europeu.

Angela Merkel declarou que "do lado alemão, o objetivo é ter uma declaração de intenção dos ministros das Finanças da União Europeia até o início de março" sobre essa taxa. Ela acrescentou que "pessoalmente", podia "imaginar uma taxa desse tipo somente ao nível da zona do euro", mas precisou que essa opção, que exclui a City de Londres, não era apoiada por todo o seu governo.

Combate à crise

Os dois dirigentes se mostraram de acordo sobre a estratégia a seguir para tentar conter uma crise da zona do euro cada vez mais aguda.

A França e a Alemanha desejam que o acordo europeu para reforçar a disciplina orçamentária, e com o qual 26 dos 27 países da União Europeia se comprometeram no início de dezembro, seja assinado "até 1° de março", declarou o presidente francês.

Merkel e Sarkozy também concordaram em refletir sobre os meios de "acelerar o depósito do capital" do futuro mecanismo de ajuda europeu, o MES (Mecanismo Europeu de Estabilidade).

Grécia

A chanceler alemã e o presidente francês também reiteraram a vontade de manter a Grécia na zona do euro, com a condição de que o país coloque em prática reformas orçamentárias.

Merkel julgou "necessário" um programa de restruturação da dívida grega mas fez questão de tranquilizar os mercados afirmando que esse procedimento seria "uma exceção".

Os dois dirigentes também indicaram ter pedido uma avaliação dos experts do Banco Central Europeu para reforçar a eficácia do dispositivo de socorro provisório FESF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira), que tem provocado ceticismo nos investidores.

Enfim, os dois insistiram na necessidade de acompanhar os esforços de austeridade orçamentária com iniciativas para estimular o crescimento e o emprego, que são "a prioridade" segundo Sarkozy e um "segundo pilar" para Merkel.

A chanceler alemã vai receber nesta terça-feira em Berlim a diretora geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, para uma conversa informal, segundo o porta-voz do governo alemão. Elas devem discutir a situação na Grécia e outros assuntos ligados à finança mundial.

 

 

 

 

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