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Itália/Tragédia

Começam audiências técnicas sobre naufrágio do Costa Concordia

O processo sobre o naufrágio do Costa Concordia começou desde 3 de Março no teatro Moderno de Grosseto (centro da Itália)
O processo sobre o naufrágio do Costa Concordia começou desde 3 de Março no teatro Moderno de Grosseto (centro da Itália) REUTERS/Giampiero Sposito

O tribunal de Grosseto, na Toscana, iniciou nesta segunda-feira suas audiências técnicas, com a presença do comandante do Costa Concordia, para estabelecer quem foram os responsáveis pelo naufrágio do navio, que fez 32 mortos em janeiro.

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Apresentado como "o homem mais detestado da Itália" por um jornal italiano, apelidado de "Capitão Covarde" pelos tablóides britânicos, Francesco Schettino, em prisão domiciliar em Meta di Sorrento, ao sul de Nápoles, chegou na manhã desta segunda-feira ao Teatro Moderno de Grosseto, requisitado para acolher as centenas de especialistas, advogados, sobreviventes e famílias das vítimas que devem participar dessas audiências a portas fechadas.

O capitão, seis outros integrantes da tripulação e três dirigentes da companhia Costa Cruzeiros, proprietária do navio, são acusados de homicídio por imprudência e naufrágio. Schettino também é acusado de ter abandonado seu navio antes que todos os passageiros tivessem sido retirados. Demitido em julho pela companhia, ele entrou com uma ação contra a Costa Cruzeiros pedindo para ser novamente contratado.

O tribunal deve decidir se haverá ou não um processo penal sobre a tragédia. Durante toda esta semana, magistrados, advogados e especialistas vão examinar as análises técnicas, reunidas em mais de mil páginas e sete DVDs, das caixas negras do navio, entregues há um mês por um grupo de especialistas nomeados pelo tribunal.

Audiências

A área em torno do teatro está sendo isolada por policiais e uma multidão de jornalistas está desde cedo no local. Vários sobreviventes do naufrágio também foram acompanhar as audiências.

O casal alemão Michael e Angelika Lissem estava a bordo do navio na noite da tragédia. "Viemos ver Schettino, queremos olhar nos olhos dele e ver como ele reage às acusações. Não sei se podemos confiar no sistema judiciário italiano, espero que sim", disse Michael à agência France Presse ao chegar ao teatro.

O Costa Concordia, um navio de 114.500 toneladas, colidiu com rochedos a poucas dezenas de metros da ilha do Giglio na noite de 13 de janeiro com 4.229 pessoas a bordo, das quais 3.200 eram turistas.

Os investigadores querem saber por que a embarcação navegava tão próxima da ilha em alta velocidade com todas as luzes acesa e por que o procedimento de evacuação foi iniciado somente uma hora após a colisão, quando o navio já se inclinava perigosamente.

Vários processos judiciários foram iniciados contra a companhia em vários países. Associações de sobreviventes foram criadas e queixas foram registradas também nos Estados Unidos, na Itália e na França.

Nos Estados Unidos, 39 passageiro pedem US$ 520 milhões (o equivalente a R$ 1,062 milhão) de indenização à empresa Carnival, que controla a Costa Crociere.

Os destroços do navio permanecem caídos de lado perto do porto da ilha do Giglio. Segundo o projeto de retirada começado no dia 15 de maio e levando-se em conta as condições meteorológicas, os restos devem ser retirados até a próxima primavera europeia.

A operação é complexa devido ao tamanho do navio: o grupo Costa Cruzeiros terá que endireitá-lo antes de rebocá-lo até o porto, onde será desmontado.

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