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Itália/Eleições

Primárias para definir candidato da esquerda italiana terão 2º turno

Prefeito de Florença, Matteo Renzi é considerado como grande novidade política na Itália
Prefeito de Florença, Matteo Renzi é considerado como grande novidade política na Itália REUTERS/Stefano Rellandini

Mais de três milhões de italianos foram às urnas neste domingo para votarem nas eleições primárias do partido de esquerda Partido Democrata (PD). Como previsto pelas pesquisas, o ex-membro do Partido Comunista Pier Luigi Bersani ficou em primeiro lugar, com 44,9% dos votos. Bersani disputará o segundo turno no próximo domingo contra o jovem prefeito de Florença, Matteo Renzi, que obteve 35,5% da preferência do eleitorado.

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Apesar da grande rejeição dos italianos à classe política, as primárias do PD registraram uma boa participação e foram realizadas sem grandes incidentes. Outro pleito do partido que registrou grande participação dos italianos foi realizado em 2005. Na época, Romano Prodi foi designado como líder do partido, depois de uma votação que reuniu mais de 4 milhões de italianos. Prodi viria a ser, um ano mais tarde, o Presidente do Conselho.

Pelo mesmo motivo, o vencedor das primárias do PD já está sendo considerado no país como um possível sucessor de Mario Monti, atual presidente do Conselho e líder do governo italiano, já que o partido reúne mais de 30% do eleitorado de esquerda da Itália. Pier Luigi Bersani, 61 anos, é um político respeitado na Itália e já foi ministro por duas vezes. Apesar da vantagem no primeiro turno, politólogos italianos dizem que é muito difícil prever o resultado do segundo turno. "Renzi (37 anos) conseguiu obter um sucesso muito importante. Eu não acredito que essas primárias teriam registrado uma tal participação, sem a presença de Matteo Renzi. Ele representou uma novidade e mostrou que essas eleições não estão definidas antecipadamente", declara o professor de filosofia política da Universidade de Roma, Giacomo Marramao.

Segundo especialistas, Matteo Renzi seria o grande vencedor das primárias, mesmo se não ganhar as eleições no próximo domingo. "Ele é o único que representa a novidade na política da Itália desses últimos tempos. Em poucos meses, Renzi conseguiu se erguer sem usar a máquina do partido. Isso demonsta a vitalidade da política na Itália", analisa o editorialista Franco Debenedetti.

Enquanto a esquerda italiana escolhe o nome do seu novo líder, os partidos de direita ainda não se decidiram se realizarão eleições primárias. Um mês depois de anunciar que não comandaria mais o seu partido, o PDL, Silvio Berlusconi, ex-presidente do Conselho, anunciou que estudará a situação política do país após as primárias da esquerda, para saber se concorrerá às eleições legislativas, previstas para abril de 2013.
 

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