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UE/Cúpula

Cúpula da União Europeia renegocia futuro orçamento do bloco

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso ao lado do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy participam de cúpula da UE para renegociar detalhes do futuro orçamento do bloco.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso ao lado do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy participam de cúpula da UE para renegociar detalhes do futuro orçamento do bloco. REUTERS/Yves Herman

Os líderes da União Europeia se reúnem em Bruxelas a partir da tarde desta quinta-feira, 14 de março de 2013, para renegociar detalhes do futuro orçamento do bloco, depois que um primeiro projeto aprovado em fevereiro pelos governos dos 27 países foi rejeitado pelo Parlamento Europeu.

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Com a colaboração de Letícia Fonseca, correspondente da RFI em Bruxelas

Durante os próximos dois dias, os chefes de Estado e de governo da União Europeia vão renegociar detalhes do futuro orçamento do bloco, referentes ao período de 2014-2020. A retomada das negociações se faz necessária após o Parlamento Europeu ter rejeitado o projeto, aprovado em fevereiro pelos governos dos 27 países. Como o Conselho Europeu, o legislativo do bloco se recusou em vincular grande parte dos subsídios agrícolas à proteção do meio ambiente, mas exigiu a inclusão de várias emendas no documento.

Os eurodeputados afirmaram que só irão aprovar o orçamento comunitário para o período de 2014-2020 quando o problema do déficit de 17 bilhões de euros para o orçamento deste ano for resolvido. Este rombo foi provocado pelos governos que não honraram suas dívidas. Entre outras exigências, o Parlamento Europeu quer que as receitas do futuro imposto sobre as transações financeiras sejam pelo menos parcialmente investidas no orçamento comunitário. Bruxelas deve recolher 35 milhões de euros por ano com a chamada taxa Tobin.

Para convencer as lideranças dos grupos políticos do Parlamento Europeu, os dirigentes do bloco terão talvez que passar, mais uma vez, por uma maratona de negociações. No início do ano, pela primeira vez na história da UE, eles conseguiram aprovar um corte de 34 bilhões de euros em relação ao orçamento anterior e definiram um orçamento de 960 bilhões de euros para os próximos sete anos. Mas os cortes de 3% nas verbas não agradaram os eurodeputados que acreditam que a redução pode afetar o crescimento econômico e o emprego.

A votação final do futuro orçamento será em julho. Durante a cúpula em Bruxelas, os líderes europeus devem ainda discutir o pedido de empréstimo de 17,5 bilhões de euros pelo governo de Chipre.
 

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