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Itália/Costa Concordia

Comandante do Costa Concordia participa de audiência em Grosseto

Familiares e sobreviventes do naufrágio do Costa Concordia homenagem vítimas, um ano depois da tragédia.
Familiares e sobreviventes do naufrágio do Costa Concordia homenagem vítimas, um ano depois da tragédia. REUTERS/Stefano Rellandini

As audiências preliminares para o julgamento dos responsáveis pelo naufrágio do navio Costa Concordia, que deixou 32 mortos em janeiro de 2012, começaram nesta segunda-feira em Grosseto, na Itália. Seis pessoas são acusadas, entre elas o comandante Francesco Schettino.  

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A audiência do ex-comandante do navio, presidida pelo juiz Pietro Molino, aconteceu na manhã de hoje, em Grosseto, mas o processo deve ter início apenas no outono. Diversas associações de defesa do meio-ambiente e das famílias das vítimas estiveram presentes no tribunal. Só a prefeitura de Giglio pede 80 milhões de indenização pelos danos ambientais causados depois do naufrágio.

Além do comandante Schettino, acusado de homícidio múltiplo por negligência, abandono de navio e prejuízos ao meio-ambiente, o tribunal de Grosseto também deve analisar a responsabilidade de outros cinco membros da tripulação, além de dirigentes da empresa Costa, que integra o grupo americano Carnival.

O juiz também deverá avaliar durante o processo o papel do timoneiro Rusli Bin, que não teria cumprido as ordens do comandante. Por enquanto, ele continua desaparecido. O chefe da célula de crise da Costa Cruzeiros, Roberto Ferrarini, também é suspeito de ter contribuído para a pouca reatividade nas operações de resgate.

O inquérito mostrou que o Concordia, que transportava 4.229 pessoas, entre elas 3 mil turistas de 70 nacionalidades diferentes, bateu a grande velocidade em um recife na ilha de Giglio, antes de naufragar a cerca de 50 metros da costa. A maior parte dos ocupantes do navio conseguiram se salvar graças aos coletes salva-vidas, mas 32 pessoas, entre elas uma menina de 5 anos, morreram afogadas.

Dezenas de sobreviventes processaram a empresa, mas a maior parte, que não se feriu, ou não perdeu amigos ou parentes no acidente, aceitou a indenização de 11 mil euros proposta pela empresa.
 

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