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TPII/Haia

Ex-presidente bósnio-croata é condenado a 25 anos de prisão pelo TPII

Fachada do Tribunal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII), em Haia, na Holanda.
Fachada do Tribunal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII), em Haia, na Holanda. Michel Porro/Getty Images

O Tribunal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPII), em Haia, condenou nesta quarta-feira Jadranko Prlic, ex-presidente da república autoproclamada pelos croatas da Bósnia durante o conflito do país (1992-1995), a 25 anos de prisão. Prlic foi acusado de ter participado da transferência forçada de muçulmanos bósnios. Os juízes o condenaram por unanimidade.

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O ex-presidente teria participado, entre 1991 e 1994, de um projeto considerado criminoso que tinha por objetivo "submeter política e militarmente os muçulmanos da Bósnia e outras pessoas que não fossem croatas" ao Estado croata proclamado unilateralmente (a república de Herceg-Bosna), no sudoeste da Bósnia-Herzegovina.

Os croatas da Bósnia e os muçulmanos, apesar de terem se aliado para combater os sérvios da Bósnia durante a maior parte da guerra, também lutaram entre si por meses, entre 1993 e 1994. As autoridades croatas apoiaram militar e politicamente os separatistas croatas da Bósnia, que reivindicavam a inclusão dos territórios que controlavam à Croácia.

A república de Herceg-Bosna foi dissolvida pouco antes dos acordos de paz de 1995, e seu território foi integrado à Federação croata-muçulmana, entidade que forma, com a República Srpska (de etnia sérvia), a Bósnia pós-guerra.

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