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Itália/naufrágio

Itália chora vítimas do naufrágio em Lampedusa, que deixou centenas de mortos

Os corpos das vítimas do naufrágio nesta quinta-feira em Lampedusa
Os corpos das vítimas do naufrágio nesta quinta-feira em Lampedusa REUTERS/Antonio Parrinello

A Itália está de luto nesta sexta-feira depois do naufrágio em Lampedusa que teria deixado cerca de 300 africanos mortos, segundo as autoridades. O navio transportava cerca de 450 imigrantes, mas só 155 saíram com vida da tragédia. Esta é uma das piores tragédias dos últimos anos envolvendo barcos com clandestinos a bordo. O primeiro-ministro Enrico Letta decretou luto nacional nesta sexta-feira.

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As operações de resgate foram retomadas na manhã de hoje, mas há pouca esperança de encontrar sobreviventes, segundo as equipes de resgate.

Até o momento, 111 corpos foram retirados do mar, entre eles trinta crianças e três mulheres grávidas, mas 200 africanos continuam desaparecidos.

O barco está a 40 metros de profundidade e mergulhadores disseram ter visto dezenas de corpos presos na cabine. As autoridades temem que o número de vítimas ultrapasse as 300 pessoas.

Os passageiros eram em sua maioria africanos originários da Eritreia e da Somália. O barco partiu da Líbia para Lampedusa, no Mediterrânio, porta de entrada para a Europa.

Esta nova tragédia com imigrantes, uma das mais graves já ocorridas no canal da Sicília, gera emoção e revolta entre os italianos. "É uma vergonha", disse o papa Francisco."

Ele também denunciou "a indiferença com aqueles que fogem da escravidão, da fome, em busca da liberdade, e acabam morrendo como ontem em Lampedusa."

Em 10 anos, 6.200 imigrantes morreram afogados tentando alcançar a Europa. Só este ano, 22 mil candidatos à imigração desembarcaram na costa italiana, três vezes mais do que no ano passado.
 

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