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Espanha/Rússia

Greenpeace escala fachada da Sagrada Família para pedir libertação de militantes

Militantes do Greenpeace escalam a fachada da catedral Sagrada Família, em Barcelona, para pedir a libertação dos 30 militantes da ONG presos na Rússia.
Militantes do Greenpeace escalam a fachada da catedral Sagrada Família, em Barcelona, para pedir a libertação dos 30 militantes da ONG presos na Rússia. Greenpeace/Espanha

Militantes do Greenpeace escalaram hoje a basílica Sagrada Família, em Barcelona, carregando cartazes em que pedem a libertação dos 28 militantes da ONG e dois jornalistas detidos desde o final de setembro na Rússia. Em uma das fachadas da igreja, obra inacabada do arquiteto catalão Antoni Gaudi, eles pregaram fotos dos colegas presos na Rússia, entre eles a bióloga brasileira Ana Paula Maciel.

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Nesta quinta-feira, investigadores russos encarregados do caso informaram que a acusação de "pirataria" inicialmente retida contra os militantes será substituída por "vandalismo". Com isso, a pena de detenção prevista cai de 15 para 5 anos de prisão. Segundo Vladimir
Markine, porta-voz do comitê de investigação, órgão diretamente subordinado ao presidente Vladimir Putin, alguns militantes também serão julgados por desacato a autoridade, delito passível de 5 anos de reclusão.

Os militantes do Greenpeace estavam a bordo do navio Artic Sunrise, de bandeira holandesa. No dia 19 de setembro, eles se aproximaram de uma plataforma da Gazprom, gigante petrolífera russa, para alertar sobre os riscos da extração no mar de Barents; no oceano Ártico, quando foram cercados por barcos da guarda costeira russa. O navio foi apreendido e levado para o porto de Murmansk (noroeste). Todos os ocupantes, oriundos de 18 países diferentes, foram presos.

"O navio se encontrava em águas internacionais quando foi abordado", diz Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace, acrescentando que uma apreensão só pode acontecer em casos de "pesca ilegal e danos ao meio ambiente, além de um ou outro motivo". De acordo com ele, o Arctic Sunrise não se enquadra em nenhum destes pressupostos.

Na quarta-feira, dois botes da ONG atravessaram a capital russa pelo rio Moskova. Os ativistas passaram pelo palácio do Kremlin, sede do governo e residência oficial do presidente Vladimir Putin, com bandeiras que exigiam "Liberdade aos 30 do Arctic!". No mesmo dia, a Holanda pediu ao Tribunal International de Direito Marítimo que interceda pela libertação dos militantes. O tribunal vai divulgar seu parecer no dia 22 de novembro.

Nesse meio tempo, os militantes devem ser transferidos da prisão de Murmansk, onde vivem sob condições "extremamente duras", de acordo com Kumi Naidoo, para São Petesburgo. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu a Putin que dê um "tratamento justo" aos militantes.

Milhares de pessoas se manifestaram pela libertação dos ambientalistas nas últimas semanas, em Londres, Helsinki, Paris, Estocolmo e Viena.

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