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Itália/Acidente

Capitão do Costa Concordia volta ao navio dois anos após naufrágio

"Quero ajudar a encontrar a verdade", declarou o comadante Francesco Schettino ao chegar no cais do porto da ilha de Giglio nesta quinta-feira (27).
"Quero ajudar a encontrar a verdade", declarou o comadante Francesco Schettino ao chegar no cais do porto da ilha de Giglio nesta quinta-feira (27). REUTERS/Alessandro Bianchi

O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, subiu pela primeira vez nesta quinta-feira (27) a bordo do navio que ele abandonou há dois anos durante o naufrágio que deixou 32 mortos. A embarcação continua na costa da pequena ilha italiana de Giglio. Schettino, que é acusado de homicídios por imprudência, abandono de navio e danos ao meio ambiente, participou de uma vistoria de especialistas.

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Antes de embarcar no Costa Concordia, Francesco Schettino foi cercado por jornalistas no pequeno porto da ilha de Giglio. Com óculos escuros e jaqueta de couro, o comandante desmentiu ter chorado quando reviu o navio naufragado, como afirmou a imprensa italiana. “Tentam, como há dois anos, me mostrar como um fraco. Mas eu não sou assim. Vou provar que sou um cavalheiro e não um medroso”, afirmou.

O ex-comandante subiu a bordo do navio acompanhando uma equipe de especialistas que examinou o elevador e o gerador sobressalente que, segundo a defesa, não funcionaram no momento da tragédia. A visita durou três horas.

Ao descer, muito irritado, Francesco Schettino acusou a imprensa de fazer uma campanha contra ele. “Quem fala em abandono de navio não entendeu nada”, lançou o capitão.

Acusado de ter abandonado o navio

A imprensa italiana apelidou Francesco Schettino de “capitão covarde”. Durante o naufrágio do Costa Concordia, na noite de 13 de janeiro de 2012, um oficial da capitania do porto de Livorno (centro da Itália), ordenou que Schettino voltasse ao navio que ele tinha abandonado antes do fim da operação de resgate dos passageiros. “Volte a bordo, c...”, intimou o capitão Gregório de Falco, na conversa gravada e divulgada no mundo inteiro.

A embarcação naufragou porque navegava muito perto da costa da ilha e se chocou com um rochedo. Ela transportava 4.229 pessoas, sendo 3.200 turistas. Trinta e duas pessoas morreram. Francesco Schettino é o único acusado no processo por homicídio múltiplo por imprudência, abandono de navio e danos ao meio ambiente aberto em Grosseto, na Toscane.

Remoção do Costa Concordia é aguardada para junho

O prefeito de Giglio, Sergio Ortelli, afirmou que mais importante do que a presença de Schettino na ilha é a operação para a remoção do navio do local. “Esta ilha tem que voltar a viver normalmente”, disse Ortelli.

O responsável pela extraordinária operação para reerguer o Costa Concordia, realizada em setembro, Nick Sloane, informou que a previsão é que a embarcação seja retirada da costa de Giglio no final de junho.
 

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