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Ucrânia/crise

Ucrânia promete lutar para manter Crimeia no seu território

O secretário de Segurança Nacional da Ucrânia, Andriy Parubiy durante coletiva nesta quarta-feira, 19 de março de 2014, disse que que o governo ucraniano está elaborando planos para retirar suas tropas da Crimeia.
O secretário de Segurança Nacional da Ucrânia, Andriy Parubiy durante coletiva nesta quarta-feira, 19 de março de 2014, disse que que o governo ucraniano está elaborando planos para retirar suas tropas da Crimeia. REUTERS/Konstantin Grishin

O governo da Ucrânia declarou nesta quinta-feira (20) que vai lutar pela “libertação” da Crimeia e reiterou que “não reconhecerá jamais a anexação” da região pela Rússia.  

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O presidente interino da Ucrânia, Olexandre Tourtchinov, declarou nesta quinta-feira que a “Ucrânia não vai parar de lutar pela liberação da Crimeia por mais longa e dolorosa que seja essa luta”. Segundo Turchinov, “o povo ucraniano não reconhecerá jamais a anexação da Crimeia”, pois “as fronteiras modificadas após a Segunda Guerra Mundial asseguram a soberania da Ucrânia [neste território]”.

Os deputados ucranianos, que endossam o discurso do presidente, pedem, em uma resolução aprovada também nesta quinta-feira, que a comunidade internacional “não reconheça essa anexação da Crimeia à Rússia”. Segundo Moscou, porém, o processo jurídico para a anexação vai ser concluído ainda esta semana.

Gás

Em mais uma etapa do processo de separação do poder central da Ucrânia, as autoridades da Crimeia informaram que vão lançar em breve uma licitação para privatizar uma ex-filial da empresa ucraniana Naftogaz, nacionalizada logo após o referendo de domingo. A gigante russa Gazprom já sinalizou interesse em comprá-la para expandir sua exploração de petróleo e gás no Mar Negro.

Esse é mais um duro golpe político e econômico para Kiev, já que aumenta sua dependência energética da Rússia. Essa, aliás, é uma das maiores preocupações da reunião de Cúpula dos chefes de Estado e de governo na União Europeia que se reúnem a partir de hoje em Bruxelas. Os líderes devem assinar o famoso acordo de cooperação do bloco com a Ucrânia, rejeitado pelo então presidente Viktor Yanukovicth e que deu origem ao movimento que levou à sua destituição.

Sanções

Os europeus anunciaram a liberação de 1 bilhão de euros à Kiev (R$ 3,23 bilhões), do pacote de 11 bilhões (R$ 35,5 bilhões) previsto. Mas os países não mostram o mesmo consenso na hora de decidir sobre as sanções contra a Rússia. A chanceler alemã, Ângela Merkel, declarou hoje que a União Europeia vai ampliar a lista de personalidades russas e ucranianas pró-russas que terão os bens congelados e serão impedidas de receberem vistos para entrar no bloco.

Segundo Merkel, outras sanções econômicas poderão ser aplicadas se houver uma "escalada do conflito". A França, que havia acenado com a possibilidade de suspender um contrato de venda de dois navios de guerra Mistral para a Rússia, declarou hoje que a decisão sobre o caso será adiada para outubro. O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, declarou ainda que “embarcações [construídas na França] não são equipadas com armas. Elas só se tornarão navios militares quando chegarem à Rússia”.

 

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