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Turquia/Política

Eleições municipais na Turquia vão definir futuro do premiê Erdogan

Turcos vão às urnas neste domingo (30) para votar nas eleições municipais. Na foto, uma sessão eleitoral em Istambul.
Turcos vão às urnas neste domingo (30) para votar nas eleições municipais. Na foto, uma sessão eleitoral em Istambul. Foto: Reuters

Mais de 52 milhões de turcos foram convocados às urnas neste domingo (30) para votar nas eleições municipais que servirão de teste para o futuro do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan. Ele é acusado de autoritarismo e está enfraquecido politicamente, após a revelação de uma série de escândalos e acusações de corrupção.

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A reta final da campanha foi marcada por polêmicas e manifestações violentas, o que transformaram a eleição local em uma espécie de referendo sobre o governo de Erdogan, que está há 12 anos no poder.

Aos 60 anos, o primeiro-ministro ainda é uma personalidade muito popular, mas também se tornou controverso para muitos turcos. Por um lado, ele é aclamado por ser o responsável pelo salto da economia do país, mas, por outro lado, é apontado como um "ditador" islamita.

Os resultados das eleições deste domingo devem definir o rumo dos últimos anos de seu terceiro mandato que termina em 2015. As duas cidades mais importantes do país, Istambul e Ancara, devem servir de teste para a popularidade atual do chefe de governo.

O Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, na sigla em turco), do premiê Erdogan, deverá ser consagrado nas urnas, mas com um desempenho abaixo de 50% dos votos conquistados nas eleições legislativas de 2011.

Acusações de corrupção e autoritarismo

Chamado de "homem forte" pelos seus partidários, e de "sultão", pelos seus detratores, Recep Tayyip Erdogan começou a ver seu estilo questionado a partir de junho de 2013, quando milhares de turcos foram às ruas pedir sua demissão.

Há três meses, o premiê vem sendo alvo de graves acusações de corrupção que atingem seus colaboradores mais próximos. Erdogan adotou um estilo agressivo e declarou guerra contra seus ex-aliados da confraria do imã Fethullah Gülen, acusados pelo premiê de formar um "estado paralelo" e divulgar através da internet conversas telefônicas sigilosas para desestabilizar seu governo.

Na última quinta-feira, um resumo de uma reunião entre o chanceler Ahmet Davutoglu e o chefe dos serviços de informação Hakan Fidan foi parar nas redes sociais e no site YouTube. No encontro, os dois políticos discutiram  uma eventual entrada da Turquia na guerra contra a Síria, com comentários sobre as vantagens eleitorais. Em represália, o governo Erdogan adotou medidas autoritárias, como o bloqueio do Twitter e do site YouTube na Turquia.

De acordo com analistas, os resultados das eleições municipais não devem diminuir as tensões que agitam o país há vários meses. Segundo eles, a briga pelo poder deve ficar ainda mais intensa com a proximidade das eleições presidenciais, prevista para o mês de agosto.
 

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