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Itália/arte

Polícia italiana descobre quadros de Gauguin e Bonnard em casa de ex-funcionário da Fiat

"A sesta" de Pierre Bonnard (1900)
"A sesta" de Pierre Bonnard (1900) National Galery of Victoria,Melbourne,Australia/Adagp Paris 2011

A polícia italiana anunciou nesta quarta-feira (2) a descoberta de um quadro do pintor Paul Gauguin e outro de Pierre Bonnard, que decoravam a cozinha de um funcionário da Fiat em sua casa na Sicília. As pinturas foram roubadas em 1970 da residência de uma família rica de Londres, os Mark-Kennedy, que agora poderão reinvidicar as obras.

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O quadro de Gauguin, "Frutas sobre uma mesa ou natureza morta com pequeno cachorro" foi pintado em 1889. Suas dimensões originais, 49cm x 54cm, foram reduzidas pelos ladrões. A outra tela, "Mulher com duas poltronas (em tradução livre)", de Pierre Bonnard, não tem data. "Tratam-se de dois quadros de importância histórica e artística excepcional", de acordo com o chefe da polícia, Mariano Mossa. Segundo ele, elas valem dezenas de milhões de euros.

"É uma história fascinante, inacreditável, o símbolo de todo o trabalho extraordinário, ainda que pouco vísivel, dos policiais especialistas do patrimônio cultural", disse o ministro da Cultura, Dario Franceschini. "Digna de um filme, a história desses quadros é incrível", acrescentou.

As pinturas foram esquecidas em um trem entre Paris-Turim e encontradas pelos funcionários da companhia ferroviária italiana, que não perceberam que as obras poderiam ser autênticas. As pinturas foram colocadas na seção "Achados e Perdidos" e leiloadas em Turim, e depois compradas pela bagatela de 23 € por um funcionário da Fiat apaixonado por arte.

"O homem em seguida pregou os quadros na parede da cozinha em Turim e depois na Sicília, onde ele foi morar depois de sua aposentadoria, e onde os quadros ficaram durante 40 anos”, disse o ministro.

Como os policiais chegaram até essa cozinha ?

A equipe especializada no roubo de obras de arte, habituada a esmiuçar as coleções de museus, descobriu que o quadro de Gauguin, que constava num catálogo em 1964, desapareceu em 2001.

Desconfiados, os policiais acabaram encontrando uma reportagem publicada no The New York Times sobre o roubo de duas pinturas em Londres e rapidamente fizeram a associação. A maior dificuldade foi identificar o proprietário dos quadros e convencê-lo entregá-los aos investigadores, que por enquanto ainda não sabem como as obras de arte foram parar no trem.
 

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