Acessar o conteúdo principal
Ucrânia/Acidente

Caixas-pretas indicam que avião da Malaysia sofreu descompressão, diz porta-voz

Separatistas pró-russos (foto) teriam perdido o controle de parte da área onde estão os destroços do avião da Malaysia para as forças oficiais.
Separatistas pró-russos (foto) teriam perdido o controle de parte da área onde estão os destroços do avião da Malaysia para as forças oficiais. Reuters/Maxim Zmeyev

As primeiras análises das caixas-pretas com os dados do voo MH 17 da Malaysia Airlines revelaram que o Boeing, que caiu na Ucrânia, sofreu uma "descompressão" provocada por uma "forte explosão". Ou seja, o avião malaio foi, realmente, atingido por um míssil ou um foguete, como indicavam as primeiras suspeitas.

Publicidade

O porta-voz do Conselho de Segurança da Ucrânia, Andriy Lysenko, declarou em entrevista à imprensa, em Kiev, que a informação foi dada por peritos que analisam os registros de voo do avião. Mas o escritório holandês responsável pelas investigações não quis comentar a declaração de Lysenko.

Nesta segunda-feira (28), equipes de policiais holandeses e australianos tentam novamente visitar o local do acidente. Ontem, eles desistiram da incursão por conta dos confrontos entre soldados e separatistas, que aconteciam não só na estrada que leva à região, mas, também, no próprio local do acidente. Essa etapa da investigação deve durar entre cinco e sete dias.

Os rebeldes pró-russos reconheceram hoje ter perdido para o Exército uma parte da zona onde caiu o avião. As forças ucranianas entraram, nas últimas horas, em várias cidades que estavam sob controle dos separatistas. 

Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira, a ONU denunciou as mortes de 1.129 pessoas desde o início da operação do Exército contra os separatistas no leste da Ucrânia, em meados de abril. Além do elevado número de mortes, os combates deixaram 3.442 feridos, segundo a ONU.

Crime de guerra

A comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou hoje que a queda do avião da Malaysia Airlines pode se assimilar a um crime de guerra. "Tudo será feito para que os responsáveis dessa tragédia sejam levados à justiça", disse ela. O Boeing fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur no dia 17 de julho, com 298 pessoas a bordo. Kiev e as potências ocidentais apontam a responsabilidade dos rebeldes pró-russos e de seus aliados em Moscou.

Dez dias depois do acidente, fragmentos de corpos e pedaços da aeronave continuam espalhados na região do acidente.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.