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União Europeia/Comissão

Nova Comissão Europeia será mais política e menos tecnocrata

O novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, durante apresentação de sua equipe, em Bruxelas, ao lado da porta-voz Natasha Bertaud.
O novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, durante apresentação de sua equipe, em Bruxelas, ao lado da porta-voz Natasha Bertaud. Foto: Reuters

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciou nesta quarta-feira (10), em Bruxelas, os nomes do novo executivo europeu que irá governar os destinos do bloco pelos próximos cinco anos. Ao apresentar sua equipe, Juncker afirmou que ela será responsável pela execução de uma política centrada no crescimento, na reforma no setor energético, na concorrência e no comércio exterior. França, Reino Unido e Alemanha ficaram com os principais cargos na área econômica.  

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A nova Comissão Europeia, sob o comando do luxemburguês Jucker, é formada por 27 comissários. Ela é considerada uma equipe menos técnica e mais política, como resposta às críticas recorrentes da falta de uma “governança” mais sólida para o bloco. A percepção de muitos europeus é de que o braço executivo da União Europeia sempre foi comandado principalmente por burocratas.

Cada país que integra a União Europeia indicou um comissário, e as escolhas resultaram em uma equipe formada por 15 políticos de direita ou de centro-direita, oito do bloco socialista e cinco liberais. A paridade entre sexos ainda não foi atingida. Nove mulheres e 19 homens irão comandar os destinos do bloco até 2019.

A França, que não tinha até agora nenhum cargo importante no novo executivo, emplacou o ex-ministro das Finanças, o socialista Pierre Moscovici, como o poderoso comissário dos Assuntos Econômicos e Monetários. A indicação de Moscovici é vista como um sinal de independência de Jean-Claude Juncker em relação à Alemanha, que era contra o nome do francês.

Para contrabalançar, Moscovici será cercado por comissários mais liberais e ortodoxos, como o alemão Günther Oettinger, que assume a pasta de Economia Digital, e o inglês Jonathan Hill que será responsável pela estabilidade financeira do bloco.

A comissária para o Comércio, que negocia os acordos bilaterais incluindo o do Mercosul, é a liberal sueca Cecilia Malmström, um dos poucos nomes que já atuavam na gestão anterior. O espanhol Miguel Arias Cañete vai comandar a pasta de Clima e Energia.
 

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