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Ebola/vacinas

Rússia pode fornecer três vacinas contra Ebola em até seis meses, diz ministra da Saúde

Equipe médica se protege para tratar de casos em Monróvia, capital da Libéria.
Equipe médica se protege para tratar de casos em Monróvia, capital da Libéria. Reuters/Christopher Black/WHO

A Rússia pode fornecer três vacinas contra o vírus do Ebola em seis meses, afirmou neste sábado (11) a ministra russa da Saúde, Veronika Skvortsova. “Uma já está pronta para um teste clínico”, disse. Ela também informou que uma das vacinas foi criada a partir de uma cepa inativa do vírus.

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“Criamos três vacinas e acreditamos que estarão prontas nos próximos seis meses”, indicou a ministra russa à televisão Rossiya 1. A epidemia de Ebola já deixou mais de quatro mil mortos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em sete países, há 8.399 afetados pelo Ebola.

O desenvolvimento de remédios antivirais experimentais segue crescendo: a OMS dispõe de duas vacinas promissoras, uma desenvolvida pela empresa britânica GSK (GlaxoSmithKline), e a outra pela agência de saúde pública do Canadá. Testes clínicos da vacina da empresa GSK começaram recentemente no Mali, país africano que faz fronteira com a Guiné, um dos países mais afetados pelo vírus, junto com a Libéria e Serra Leoa.

A OMS espera os primeiros resultados sobre estas duas vacinas em novembro e dezembro, e o início dos testes de fase dois (que permitem avaliar a eficácia da vacina) nos países afetados a partir de janeiro. Não existe por enquanto nenhuma vacina ou tratamento comprovado para combater o vírus.

Embargo econômico

O ministro das Finanças de Serra Leoa, Kaifala Marah, lamentou que a crise do Ebola esteja produzindo os mesmos efeitos que um embargo econômico sobre os países afetados pela epidemia, ao isola-los do cenário mundial, asfixiando as economias locais.

"Por ação ou omissão, realmente é um embargo econômico - gostando ou não, é a realidade", disse Marah, que está em Washington para reuniões do FMI e do Banco Mundial. Segundo o ministro, a epidemia afeta vários setores da economia, como construção, mineração e o transporte aéreo. "Todos estão fugindo do Ebola", acrescentou.

O Banco Mundial calcula que a epidemia pode custar mais de 32 bilhões de dólares na África Ocidental até 2015.
 

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