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Alemanha/Guerra Fria

Merkel: queda do muro de Berlim traz esperança para Ucrânia, Síria e Iraque

Angela Merkel deposita flor no que sobrou do Muro de Berlim, em memória dos dissidentes que morreram tentando entrar na Alemanha Ocidental
Angela Merkel deposita flor no que sobrou do Muro de Berlim, em memória dos dissidentes que morreram tentando entrar na Alemanha Ocidental REUTERS/Fabrizio Bensch

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que a queda do Muro de Berlim é um símbolo de esperaça para países como a "Ucrânia, a Síria e o Iraque", onde "as liberdades estão ameaçadas ou mesmo derrotadas". Ao lado de cerca de um milhão de pessoas, ela participou neste domingo (9), no Memorial do Muro, em Berlim, da celebração dos 25 anos da revolução pacífica que simbolizou o fim da Guerra Fria. 

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Com informações do correspondente da RFI em Berlim, Pascal Thibaut.

Antes de se encontrar com o último presidente da União Soviética, Mikhail Gorbatchev, Merkel depositou flores no pedaço do muro que permanece de pé, na Bernauer Strasse. Essa rua, que ficou dividida ao meio durante a guerra, foi palco de cenas dramáticas, como a das pessoas que pularam de suas janelas para tentar cruzar para o lado ocidental. Nessas tentativas de chegar ao outro lado, 138 pessoas morreram, entre 1961, quando a muralha foi construída e sua queda, 28 anos depois.

A chanceler homenageou os dissidentes da Alemanha Oriental e da Europa do Leste em geral, mas também Mikhail Gorbatchev e o polonùes Lech Walesa, que também estava em Berlim. Para ela, essas pessoas mostraram, no final da Guerra Fria, que é possível tomar o destino nas mãos e mudar a geopolítica mundial.

Mensagem de esperança

"Nós podemos mudar as coisas e trabalhar pelo progresso", declarou. "Essa é a mensagem da queda do Muro de Berlim, uma mensagem que vale para alemães, mas também para outros povos da Europa e do mundo. Hoje, especialmente, aos ucranianos, aos sírios e aos iraquianos, além de outros países de nosso planeta onde a liberdade e os direitos dos homens estão ameaçados ou mesmo derrotados".

Para ela, trata-se de uma mensagem de esperança de que "hoje e no futuro outros muros caiam: os muros da ditadura, da violência, das ideologias, da guerra. A queda do Muro de Berlim nos mostra que nossos sonhos podem virar realidade. Nada é imutável, seja qual for o tamanho dos obstáculos que devemos transpor. Queremos compartilhar essa experiência com nossos parceiros mundiais", discursou a chanceler.

Festa

No início da tarde, a música tomou a cidade, começando pela orquestra da Staatskapelle, sob direção do maestro israelo-argentino Daniel Barenboim. Udo Lindenberg, um cantor muito popular na Alemanha Oriental também vai se apresentar, assim como estrelas internacionais como astro inglês da world music Peter Gabriel.

Com o cair da tarde, o espaço que era ocupado pelo muro será simbolizado por um cinturão de 8 mil balões iluminados. Para celebrar o fim da divisão da cidade, os berlinenses cortarão os balões ao som da Nona Sinfonia de Beethoven, o hino europeu. Por fim, acontece um espetáculo de fogos de artifício.
 

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