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Catalunha/Separatismo

80,7% dizem "sim" na consulta popular pela independência da Catalunha

O presidente do governo autônomo catalão, Artur Mas.
O presidente do governo autônomo catalão, Artur Mas. Reuters

Pelo menos 80,7% dos cerca de 2 milhões de eleitores que participaram da consulta popular pela independência da Catalunha, neste domingo (9) disseram "sim" à independência da região. O resultado, divulgado na mesma noite, ainda é provisório. Para os partidários da independência, a participação popular foi considerada histórica. Informações do enviado especial da RFI à Catalunha, François Musseau.

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O total de votantes corresponde a 40% dos eleitores aptos a participar – praticamente a mesma taxa de participação das eleições legislativas mais recentes. Eleitores no exterior também puderam participar da consulta popular e, durante os próximos 15 dias, os votos ainda serão contabilizados.

O presidente do governo autônomo catalão, Artur Mas, disse que a votação é uma forma de lutar para construir uma "Catalunha melhor". “Quando os caminhos se fecham, a alternativa é baixar os braços e se conformar ou lutar democraticamente, ter um projeto, olhar para frente? Essa é a nossa escolha e continuaremos lutando porque temos direito a isso. Por que já havíamos tentado tudo”, disse Mas.

Reação de Madri

Essa também é a opinião de Montse, uma eleitora de 53 anos entrevistada pela reportagem da RFI em Barcelona. “Não nos deixaram outra saída. O governo espanhol nos negou todas as possibilidades legais. Sabemos que não tem validade jurídica, mas tem legitimidade democrática, embora queiram negá-la”, afirmou a eleitora.

Em Madri, o governo espanhol classificou essa consulta popular de "farsa". “Foi um dia de propaganda política organizada pelas forças favoráveis à independência e sem nenhuma validade democrática”, criticou o ministro da Justiça, Rafael Catala. “Os cidadãos foram convidados e participar de uma simulação inútil e estéril”, completou o ministro, que também disse que o governo estudará possíveis medidas legais contra o executivo catalão.

Entenda a situação na Catalunha

 

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