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Europa

Rússia vai estar na negociação de paz entre Ucrânia e separatistas

O presidente ucraniano Petro Poroshenko promete retomada das negociações de paz
O presidente ucraniano Petro Poroshenko promete retomada das negociações de paz REUTERS/Slawomir Kaminski/Agencja Gazeta

Após várias suspensões, as negociações de paz entre o governo ucraniano e os separatistas de Donetsk e Lugansk sobre o futuro dessas duas regiões do leste do país devem ser retomadas nesta quarta-feira (24) em Minsk, capital da Belarus. Também participam do encontro representantes do governo russo e da OSCE (Organização para Segurança e Cooperação da Europa).

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Na agenda estão discussões sobre os acordos firmados no último dia 5 de setembro. Eles incluem um cessar- fogo que, até o momento, não surtiu o efeito esperado. A reunião, no entanto, aconteceu em meio à nova tensão entre Kiev e Moscou. Ontem o parlamento ucraniano aprovou por ampla maioria (303 votos a favor e 8 contra) uma lei que pôs fim ao status de país não-alinhado. O texto tira a Ucrânia de sua posição de neutralidade em relação à qualquer aliança militar. O objetivo é claro: abrir caminho para o país pedir sua adesão à OTAN (Organização do Tratado do Atläntico Norte). A lei foi submetida ao parlamento na semana passada pelo presidente Petro Porochenko, que acusa Moscou de apoiar os rebeldes no leste do país.

Reação da Rússia

A decisão irritou profundamente o governo russo. O chanceler Serguei Lavrov considerou a decisão contraproducente e disse que ela "apenas aumentará o clima de confronto". Para o chefe da diplomacia russa, a Ucrânia se ilude ao estimar que essa lei poderá fazer com que o país resolva sua crise interna. Antes mesmo de ser votada, o primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev alertou que a adoção da lei teria consequências negativas e transformaria a Ucrânia em um adversário militar da Rússia.

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