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Alemanha/ carnaval

Carnaval na Alemanha leva Charlie Hebdo para desfile

Bloco carnavalesco em Colônia, na Alemanha, faz alusão ao atentado contra o semanário parisiense Charlie Hebdo em seu tradicional desfile, em foto desta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015.
Bloco carnavalesco em Colônia, na Alemanha, faz alusão ao atentado contra o semanário parisiense Charlie Hebdo em seu tradicional desfile, em foto desta segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015. REUTERS/Ina Fassbender

Milhares de pessoas fantasiadas acompanharam nesta segunda-feira (16) o desfile de carros alegóricos do Carnaval de Colônia, oeste da Alemanha. Dois carros alegóricos homenagearam a liberdade de expressão e o jornal Charlie Hebdo.

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A "Segunda-feira das Rosas" é a principal celebração do Carnaval alemão. As grandes cidades da região de Renânia organizam gigantescas festas populares.

No mês passado, a prefeitura havia proibido as referências aos atentados de Paris por questões de segurança. Mas a decisão foi cancelada.

À frente do desfile, dois carros dedicados à liberdade de expressão e ao jornal francês lideravam o espetáculo. Um deles representava um palhaço que rega uma planta em forma de lápis, símbolo das manifestações contra o atentado ao Charlie Hebdo em Paris. Na parte inferior da alegoria, havia a representação de uma cabeça decapitada de um terrorista.

"Estamos bem preparados", afirmou uma porta-voz da polícia de Colônia, referindo-se às medidas de segurança adotadas para o desfile.

No Carnaval de Dusseldorf , no oeste, também houve carros dedicados ao Charlie Hebdo e à liberdade de expressão. Um carro alegórico trazia uma primeira página fictícia do jornal, com a manchete “7 milhões de exemplares”, em referência ao número excepcional de vendas da publicação logo após os ataques.

Temor de terrorismo

No domingo (15), o medo de atentados terroristas levou ao cancelamento das festas em Braunschweig, no norte do país. A polícia afirmou que havia uma "ameaça específica de ataque islamita" durante as comemorações.

Entrevistado pelo canal de televisão alemão NDR, um dos chefes de polícia, Michael Pientka, indicou que não havia ligações entre a medida de precaução e os ataques terroristas ocorridos no sábado (14) em Copenhague, um mês depois dos atentados jihadistas que deixaram 17 mortos na França.
 

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