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França/Acidente de avião

Segunda caixa-preta de avião da Germanwings é enviada para análise

O procurador Brice Robin, entre o general Martial Meuriot (e) e o também general David Galtier (d), durante coletiva nesta quinta-feira (2)
O procurador Brice Robin, entre o general Martial Meuriot (e) e o também general David Galtier (d), durante coletiva nesta quinta-feira (2) REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Dez dias após a queda do avião da Germanwings nos Alpes franceses, as equipes de resgate encontraram a segunda caixa-preta do avião. O equipamento, conhecido na aeronáutica pela sigla FDR, iniciais de Flight Data Recorder, contém dados técnicos e parâmetros do voo e será transportado para análise, em Paris, ainda nesta quinta-feira (2). O procurador responsável pelas investigações, Brice Robin, disse que a aparência da caixa-preta leva a crer que ela poderá ser explorada pelos investigadores.

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Sobre a identificação das vítimas, o procurador de Marselha informou que dentre as 2 mil amostras de DNA recolhidas nos destroços, os legistas estabeleceram 150 perfis de DNA. Isso não significa que os 150 ocupantes do avião tenham sido identificados.

As amostras ainda terão de ser comparadas com material genético recolhido de parentes das vítimas. O procurador prometeu que as famílias serão informadas assim que cada um dos corpos for identificado. A outra caixa-preta com as gravações das conversas entre os pilotos tinha sido localizada poucas horas depois do acidente, ainda no dia 24 de março.

Pesquisas sobre suicídio

Hoje, promotores alemães também revelaram que o copiloto Andreas Lubitz, suspeito de ter derrubado o Airbus, fez pesquisas na internet sobre suicídio, portas blindadas dos cockpit, medidas de segurança em aviões e tratamentos médicos. No tablet do copiloto, os policiais resgataram as pesquisas feitas por ele entre os dias 16 e 23 de março, um dia antes da tragédia. O Ministério Público alemão não especificou para que tipo de doença ele pesquisou tratamento.

Na segunda-feira, o Ministério Público de Dusseldorf já havia declarado que Lubitz tinha feito terapia por sofrer de depressão e ter tido, no passado, tendências suicidas. Recentemente, ele estava sendo acompanhado por médicos de uma clínica de Dusseldorf, que prescreveram várias licenças médicas, inclusive para a data do acidente. O copiloto escondeu seus problemas dos colegas e rasgou as ordens de interrupção do trabalho.

Mentiras

A Lufthansa, que em um primeiro momento negou ter conhecimento da depressão do copiloto, informou ter entregue à justiça alemã "documentos adicionais" confirmando que Lubitz tinha comunicado à escola de pilotagem que havia passado por um grave depressão em 2009.

O jornal alemão Bild, que apesar de sensacionalista fez várias revelações em primeira mão sobre o acidente, disse hoje que Lubitz também teria mentido para seus médicos. Ele teria dito que estava cumprindo a sua licença médica, quando, na verdade, continuava a trabalhar.

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