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Ucrânia/Rússia

Anistia Internacional denuncia tortura em prisioneiros do conflito na Ucrânia

Ucrânia exibe imagem que seria de um dos dois soldados russos detidos no fim de semana pelas forças de Kiev.
Ucrânia exibe imagem que seria de um dos dois soldados russos detidos no fim de semana pelas forças de Kiev. REUTERS/Gleb Garanich

Um relatório da Anistia Internacional divulgado nesta sexta-feira (22) em Kiev denuncia que tanto o exército da Ucrânia quanto os rebeldes separatistas pró-russos em conflito no leste do país utilizam a tortura contra civis e prisioneiros capturados nos enfrentamentos. A ONG de direitos humanos ouviu relatos de 33 ex-detentos, dos quais 17 estiveram nas mãos dos separatistas pró-russos e 16 foram prisioneiros das forças ucranianas entre julho de 2014 e abril de 2015.

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Ex-detentos contaram à Anistia Internacional que apanharam até ter os ossos do corpo quebrados, foram torturados com cabos elétricos, passaram várias noites impedidos de dormir, além de ficarem pendurados durante dias, entre outras atrocidades. O relatório evoca também "simulações de execuções". Além dos depoimentos, a entidade diz ter reunido provas como radiografias de fraturas, relatórios médicos e também fotografias de cicatrizes e ferimentos.

Algumas vítimas disseram ter sofrido tortura apenas por terem tirado fotos das manifestações pró-europeias ou pelo fato de terem números de telefones de rebeldes. No mês de abril, a ONG já havia denunciado o assassinato de quatro soldados ucranianos executados no cativeiro.

Rússia tenta liberar soldados detidos

A Rússia informou hoje que tenta obter a liberação de dois cidadãos russos capturados pelo exército ucraniano no fim de semana. Kiev diz que os homens são militares a serviço do Kremlin, algo que Moscou nega. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o governo russo "faz o necessário" para resolver o caso.

No domingo, a Ucrânia anunciou ter capturado os dois russos, que ficaram feridos durante combates no leste do país.

Europeus discutem crise ucraniana

Líderes dos 28 países da União Europeia estão reunidos hoje em Riga, capital da Letônia, com seis países da antiga União Soviética.

A cúpula deve reforçar as relações políticas e econômicas do bloco com as ex-repúblicas comunistas e discutir propostas para superar a crise provocada pelo envolvimento militar da Rússia na Ucrânia, a partir da anexação da Crimeia. Segundo estimativas, o conflito no leste da Ucrânia já deixou mais de 6.200 mortos desde abril do ano passado.

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