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Suíça/ escândalo

HSBC paga multa milionária para encerrar investigações do SwissLeaks

Coletiva de imprensa com o procurador-geral de Genebra, Olivier Jornot (e.), e o procurador Yves Bertossa.
Coletiva de imprensa com o procurador-geral de Genebra, Olivier Jornot (e.), e o procurador Yves Bertossa. REUTERS/Pierre Albouy

O banco britânico HSBC vai pagar uma multa de 40 milhões de francos suíços (R$ 134,5 milhões) às autoridades de Genebra para fechar o caso que ficou conhecido como SwissLeaks. O Ministério Público suíço encerrou as investigações, que apuravam a suspeita de que a filial Private Bank da instituição colaborava com operações de lavagem de dinheiro realizadas pelos seus clientes.

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A multa, fixada com base nos lucros obtidos de maneira irregular, é a maior já paga por um suspeito às autoridades de Genebra. Em um curto comunicado divulgado na tarde desta quinta-feira (4), o banco afirmou que, com o pagamento, o HSBC não precisará responder a um processo penal relativo ao caso. A instituição aproveitou a ocasião para dizer que “fez transformações radicais” nas suas práticas bancárias.

O procurador-geral do cantão de Genebra, Oliver Jornot, anunciou que as partes chegaram a um entendimento. “Nós encerramos o procedimento depois de um acordo com banco”, afirmou. “É o maior montante da história”, explicou Jornot, referindo-se às multas aplicadas em casos de crimes financeiros. Um comunicado da procuradoria diz que o valor é “destinado a reparar atos ilícitos cometidos no passado”.

Fraudes podem ter chegado a bilhões

Com o acerto, o HSBC evita ainda mais danos a sua reputação após o escândalo, já que poderia enfrentar uma condenação se o processo seguisse adiante. O caso conhecido como SwissLeaks revelou que mais de 100 mil clientes do mundo inteiro podem ter sonegado impostos e usado as contas para lavagem dinheiro, entre outros crimes financeiros, entre 2005 e 2007. Neste período, quase € 180 bilhões circularam pela filial suíça da instituição.

O procurador de Genebra Yves Bertossa argumentou que seria difícil de provar a ocorrência de lavagem de dinheiro. Por isso, a solução negociada para o pagamento de uma multa foi preferida.

Apesar do acordo na Suíça, o banco não ficará livre da justiça. Em março, o departamento financeiro do Ministério Público da França acusou o banco pelos crimes de lavagem de dinheiro e operações ilícitas.

 

 

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