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Grécia/Moratória

Bancos gregos reabrem para saque de pensionistas sem cartão

Aposentados fazem fila nas agências bancárias reabertas para o saque parcial das pensões. 1° de julho de 2015
Aposentados fazem fila nas agências bancárias reabertas para o saque parcial das pensões. 1° de julho de 2015 REUTERS/Yannis Behrakis

Cerca de 850 agências bancárias gregas abrem suas portas nesta quarta-feira (1) aos aposentados que não têm cartão de saque para receber os benefícios. O limite de retirada para os pensionistas foi fixado em € 120, o equivalente a R$ 410. Para a população, os saques estão limitados a € 60 por dia nos caixas eletrônicos, pouco mais de R$ 200 reais.

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O sistema bancário grego está à beira da asfixia. Desde a última segunda-feira, o governo implantou um controle de capitais no país e fechou as agências bancárias até o dia 6 de julho. Os cofres ficaram vazios, após a onda de saques iniciada há duas semanas. Antecipando as consequências de uma moratória, os gregos retiraram suas economias dos bancos, preferindo guardar o dinheiro em casa.

Os 25 membros do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE) analisam hoje a situação do sistema bancário grego e devem decidir se mantêm uma linha de empréstimo de emergência. Atualmente, apenas o BCE garante a sobrevivência financeira da Grécia.

Moratória

Ontem, como previsto, o governo grego não pagou sua dívida de € 1,6 bilhão com o FMI. O prazo venceu à meia-noite, e o país entrou em moratória. Isso significa que Atenas não pode mais contar com os recursos da instituição. Além disso, o plano europeu (Mecanismo de Estabilidade Financeira − MES venceu também à meia-noite, pelo horário europeu, privando a Grécia de uma ajuda de € 16 bilhões.

Nova proposta grega anima mercados

O Eurogrupo, que reúne os ministros das Finanças dos 19 países da zona do euro, vai discutir hoje, no final da tarde, a nova proposta da Grécia para tentar sair da crise. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, provocou uma reviravolta ao pedir ontem um novo plano de resgate à União Europeia.

A proposta de Atenas prevê uma reestruturação da dívida pública em troca de um novo socorro financeiro de cerca de € 30 bilhões por um prazo de dois anos. Se o pedido for aceito por Bruxelas, Tsipras promete cancelar o referendo marcado para domingo. Mas líderes europeus, como a chanceler alemã, Angela Merkel, não dão mostras de querer negociar antes de conhecer o resultado da votação.

No referendo, os gregos deverão dizer se aceitam ou não as condições impostas pelos credores da Grécia para o país ter acesso a novos empréstimos. Caso o "não" vença, como pede o primeiro-ministro, o país poderá deixar a zona do euro, o que traria muita instabilidade aos mercados mundiais.

Ontem à noite, cerca de 20 mil pessoas fizeram uma manifestação no centro de Atenas para fazer campanha pelo "sim" e manter o país no bloco.

A perspectiva de uma saída para a crise grega animou os mercados europeus. Depois de dois dias de perdas, as bolsas europeias iniciaram o pregão, hoje, com tendência de recuperação. Duas horas após a abertura das operações, os índices das bolsas de Paris, Frankfurt e Londres operavam em alta de 1%.

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