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Itália/Migração

Itália prende suspeitos de organizar viagem que matou 49 migrantes

Migrantes desembarcam no porto de Catânia, na Sicília, em 17 de agosto de 2015.
Migrantes desembarcam no porto de Catânia, na Sicília, em 17 de agosto de 2015. REUTERS/Antonio Parrinello

A polícia deteve oito pessoas suspeitas de terem organizado uma travessia clandestina no Mediterrâneo, na qual 49 migrantes morreram asfixiados no sábado (15), anunciaram as autoridades italianas nesta terça-feira.

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Entre os detidos, está um marroquino de 20 anos suspeito de ser o capitão do barco de 13 metros de comprimento em que viajavam 362 pessoas. As outras sete pessoas estavam encarregadas de manter a ordem e, em particular, impedir que os passageiros que viajavam no porão do barco subissem à ponte.

Estas pessoas espancaram "na cabeça, com socos e pontapés, bastões e cintos as pessoas que queriam subir para ter ar", disse em uma coletiva de imprensa Michelangelo Patane, procurador-adjunto de Catania, Sicilia, onde se encontram desde segunda-feira os sobreviventes e os cadáveres.

As vítimas morreram em poucas horas "provavelmente devido à falta de ar e à fumaça do motor", acrescentou o procurador, que atribuiu a responsabilidade da tragédia à modalidade da viagem e à atitude da tripulação.

Jovens coiotes

Os supostos coiotes, todos identificados entre os sobreviventes da travessia, são dois marroquinos e quatro líbios, de 18 a 20 anos. Além deles, foram detidos um marroquino de 30 anos e um sírio de 17, transferido a um centro de detenção de menores.

As vítimas eram provenientes da África subsaariana, do Paquistão e de Bangladesh, segundo a Organização Internacional de Migrações (OIM). Entre as pessoas que chegaram na segunda-feira a Catânia também há 116 marroquinos.

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