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Xenofobia/Alemanha

Angela Merkel é recebida com vaias de xenófobos em centro de refugiados

A chanceler alemã Angela Merkel chegando ao centro de refugiados de Heidenau, no leste do país, em 26 de agosto de 2015.
A chanceler alemã Angela Merkel chegando ao centro de refugiados de Heidenau, no leste do país, em 26 de agosto de 2015. REUTERS/Axel Schmidt

A chanceler alemã Angela Merkel foi vaiada por xenófobos nesta quarta-feira (26) ao chegar ao centro de refugiados na cidade de Heidenau, no leste da Alemanha. O local é palco de protestos de grupos de extrema-direita desde o fim de semana, onde manifestantes e policiais se confrontaram.

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Cerca de 200 pessoas vaiaram Merkel logo em sua chegada e a chamaram de traidora. Atendendo a pedidos de grupos extremistas nas redes sociais, motoristas que passavam diante do centro de refugiados promoveram um "buzinaço".

Em resposta, Merkel afirmou que a Alemanha não vai tolerar as agressões "abjetas" da extrema-direita. "É preciso afirmar claramente: não existirá tolerância com os que questionam a dignidade de outras pessoas", declarou a chanceler. Ela classificou de "vergonhosas" as ações violentas da extrema-direita registradas nesta cidade durante o fim de semana.

Atos de violência se propagam

Há alguns dias, centros de refugiados vêm sendo atacados por militantes extremistas, que se opões à chegada de imigrantes ao país. Em Heidenau, nas duas últimas noites, violentos confrontos foram registrados entre a polícia e grupos de extrema-direita diante do prédio que abriga os imigrantes.

Em Leipzig, também no leste, um homem tentou incendiar em um imóvel nesta madrugada que deveria abrigar 56 refugiados a partir de hoje. Os bombeiros foram chamados e impediram a propagação das chamas.

Na noite de terça-feira (25), dois homens embriagados e armados com faca invadiram um centro em Parchim, na região nordeste da Alemanha. Vários refugiados que estavam do lado de fora do prédio conseguiram fugir e avisar a polícia. Os dois homens foram detidos e acusados de violação de domicílio e infração à legislação sobre as armas.

Solidariedade

A Alemanha, que é o principal destino dos imigrantes que fogem de guerras e perseguições políticas na África e no Oriente Médio, anunciou ontem que suspendeu a deportação de sírios de volta aos países por onde entraram na União Europeia, como autorizam os tratados europeus. A Comissão Europeia felicitou o governo alemão pelo que chamou de "ato de solidariedade".

Berlim vai dobrar este ano o orçamento destinado às cidades que acolhem refugiados. O governo alemão aprovou hoje um projeto de lei que prevê a utilização de um montande de € 500 milhões para ajudar no acolhimento de migrantes no país. País da Europa com o maior número de imigrantes, a Alemanha deve contabilizar nesse ano cerca de 800 mil pedidos de asilo, um número quatro vezes maior do que a média nos últimos anos.

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