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Europa/Imigração

Foto de menino sírio morto em naufrágio comove europeus

Um membro da guarda costeira turco carrrega o corpo do menino de 3 anos, identificado como Aylan Kurdi, morto em naufrágio, tentando chegar à Grécia..
Um membro da guarda costeira turco carrrega o corpo do menino de 3 anos, identificado como Aylan Kurdi, morto em naufrágio, tentando chegar à Grécia.. AFP PHOTO / DOGAN NEWS AGENCY

A foto do menino sírio de cerca de 3 anos, encontrado morto na quarta-feira (2) numa praia na Turquia, deu a volta ao mundo e provoca uma onda de comoção na Europa. Jornais refletem a indignação com o drama chocante dos migrantes enquanto políticos reagem pedindo ações urgentes.

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No Reino Unido, o jornal "The Independent" afirma nesta quinta-feira (3) que "se a imagem dessa criança afogada não modificar a atitude da Europa em relação aos refugiados, o que poderá mudar?".

O jornal "The Mirror" considera a imagem do cadáver da criança "intolerável". Na Itália, o "La Repubblica" diz que a foto do garotinho "silencia o mundo", enquanto na Espanha, o jornal "El País" fala em "tragédia migratória".

Diferentemente da imprensa de outros países europeus, os diários franceses decidiram não publicar a foto mostrando a criança com uma camiseta vermelha e uma bermuda azul com o rosto na areia, sozinha em uma das praias da estação balneária de Bodrum. As manchetes dos jornais prefeririam destacar os protestos dos agricultores previstos em Paris.

Representantes da mídia consideraram uma “falha” da imprensa da França, por ter quase ignorado uma imagem amplamente divulgada por outros grandes jornais europeus. A situação retomou o debate de que a França tem uma legislação considerada mais rigorosa em relação a publicação de imagens que possam ser consideradas desrespeitosas em relação à dignidade humana.

Diante da repercussão, muitos sites rádios, jornais e revistas publicaram a foto do menino encontrado sozinho na praia enquanto outros veículos optaram por divulgar as imagens de um membro da guarda costeira carregando a criança nos braços.

A classe política do país reagiu através das redes sociais. O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, postou em sua conta no Twitter a foto do menino que, segundo ele, deixou evidente a "urgência de ação". "Ele tinha um nome: Aylan Kurdi. Urgência de ação. Urgência de uma mobilização europeia", tuitou Valls.

Logo depois da mensagem, a presidência francesa anunciou uma reunião de emergência na tarde desta quinta-feira no Palácio do Eliseu com todos os ministros de pastas relacionadas com a questão de imigração, para discutir medidas em nível nacional e europeu.

Naufrágio

Os dois barcos que naufragaram tinham partido na madrugada de terça-feira à quarta-feira na cidade de Bodrum, na costa da Turquia, com destino à ilha grega de Kos. A rota é uma das mais curtas entre a Turquia e a Europa, segundo a guarda costeira turca.

Alertadas pelos gritos de sobreviventes, as equipes de socorro resgataram 12 corpos, entre eles o do menino Aylan Kurdi. De acordo com a imprensa turca, o irmão dele, Galip, de 5 anos, também morreu no naufrágio.
 

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