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Europa/Refugiados

Países do leste europeu e Dinamarca rejeitam cota de refugiados

Voluntários prestam assistência ao primeiro grupo de refugiados sírios e iraquianos que chegaram à França
Voluntários prestam assistência ao primeiro grupo de refugiados sírios e iraquianos que chegaram à França REUTERS/Jacky Naegelen

Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia, reunidos em Praga, rejeitaram as cotas de migrantes que a União Europeia (UE) deseja impor, segundo anunciou o ministro tcheco das Relações Exteriores, Lubomir Zaoralek.

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Os países que recebem refugiados "devem poder controlar o número de refugiados que estão dispostos a aceitar e em seguida oferecer apoio", afirmou Zaoralek à imprensa após um encontro com seus colegas húngaro, polonês e eslovaco, assim como o alemão Frank-Walter Steinmeier, que viajou a Praga para tentar mudar a opinião do grupo.

O governo da Dinamarca informou que também não aceitará integrar um sistema de distribuição centralizada de refugiados. "Não vamos integrar a distribuição dos 160 mil refugiados", declarou à agência dinamarquesa Ritzau a ministra da Integração, Inger Støjberg, ao ser questionada sobre a proposta da Alemanha que a Comissão Europeia deseja aplicar rapidamente.

"Já existe uma divisão informal de solicitantes de asilo na Europa e nós, dinamarqueses, estamos situados no topo", disse a ministra.

Rigor na imigração

A Dinamarca recebeu 15 mil pedidos de asilo em 2014. De acordo com a agência Eurostat, na proporção entre o número de pedidos e a população, o país é o quinto que recebeu mais refugiados, à frente da Alemanha.

O país é governado desde junho por um governo liberal que prometeu mais rigor na legislação sobre a imigração, para obter assim o apoio do Partido Popular dinamarquês, que tem uma plataforma anti-imigração e que ficou em segundo lugar nas legislativas.

Reunião com todos os membros

A aplicação de uma resposta conjunta à crise migratória será o tema central de uma reunião, no próximo 14 de setembro, entre os 28 países da União Europeia.

"Temos que seguir trabalhando para colocar em vigor uma política comum de asilo, e não nos acusar mutuamente", declarou a chanceler alemã Angela Merkel. A Alemanha prevê registrar neste ano um número recorde de 800 mil pedidos de asilo.
 

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