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UE/Crise migratória

Europeus anunciam operações militares para conter fluxo de refugiados

Com máscara do premiê de extrema-direita da Hungria, Viktor Orban, ativistas defendem refugiados em manifestação em Bruxelas.
Com máscara do premiê de extrema-direita da Hungria, Viktor Orban, ativistas defendem refugiados em manifestação em Bruxelas. REUTERS/Yves Herman

Ministros do Interior e da Justiça dos 28 países da União Europeia (UE) se reúnem em Bruxelas nesta segunda-feira (14) para encontrar um acordo sobre o polêmico sistema de cotas de refugiados nos países do bloco e melhorar o tratamento dos pedidos de asilo. As divisões internas persistem.

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Com apoio da França e da Alemanha, a Comissão Europeia quer distribuir 160 mil migrantes entre os países membros da UE, mas governos da Europa Central rejeitam as cotas obrigatórias e ameaçam vetar o projeto.

Nesta manhã, o presidente francês, François Hollande, disse que "é preciso criar com urgência centros de controle nas fronteiras externas do bloco, para que as fronteiras europeias sejam respeitadas". A França defende que esses centros sejam instalados na Grécia, Itália e Hungria, países atualmente sob forte pressão migratória. Além de identificar os refugiados e cadastrar os pedidos de asilo, esses centros também devem se encarregar do retorno dos migrantes que tiverem o asilo negado aos países de origem.  

Força militar para controlar fluxo de refugiados

O bloco europeu anunciou ter chegado a um acordo para utilizar a força militar contra os atravessadores no Mar Mediterrâneo. A partir de outubro, navios de guerra europeus poderão interceptar embarcações que partem da Líbia e prender pessoas suspeitas de cobrar pela travessia dos migrantes.

Até hoje, quatro navios militares e cerca de 1.000 homens navegavam nas águas internacionais da região, mas não tinham poder para confiscar os barcos nem deter os atravessadores.

Alemanha vai receber 1 milhão de refugiados

A Alemanha, novo eldorado para os migrantes, refez as contas e calcula que deverá acolher 1 milhão de refugiados até o final do ano. Berlim suspendeu ontem, temporariamente, a aplicação do acordo do espaço Schengen, que permite que se passe de um país a outro da Europa sem controle de passaportes.

Segundo o jornal alemão Bild, 1.200 policiais alemães foram enviados à fronteira com a Áustria, de onde partem a maioria dos refugiados em direção a Munique, cidade que já está saturada com os pedidos de asilo. Em duas semanas, 63 mil refugiados, a maioria sírios e iraquianos, chegaram à capital da Baviera.

A Áustria decidiu hoje recorrer ao Exército, com a mobilização de 2.200 soldados, para apoiar os policiais que controlam o fluxo de migrantes. A circulação de trens entre a Áustria e a Alemanha, interrompida no domingo, foi retomada nesta manhã, à exceção dos trens para Munique.

Cameron visita campo no Líbano

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, chegou nesta manhã a Beirute, no Líbano, para uma visita surpresa dedicada à crise dos refugiados. Cameron visitou um campo de refugiados sírios no vale do Bekaa (leste) e anunciou a nomeação do deputado Richard Harrington para o cargo de subsecretário de Estado para os refugiados. Ele deverá organizar o acolhimento dos 20 mil refugiados sírios que a Grã-Bretanha se comprometeu a receber nos próximos cinco anos.

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