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Europa/ imigração

Imigração não é “um fardo”, e sim uma “vantagem”, diz OCDE

Ángel Gurría, secretário-geral da OCDE, em entrevista coletiva em Paris, nesta terça-feira. 21/09/115
Ángel Gurría, secretário-geral da OCDE, em entrevista coletiva em Paris, nesta terça-feira. 21/09/115 Captura de vídeo/ OCDE

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) declarou nesta terça-feira (22) que a crise "sem precedentes" de refugiados vai durar, mas ressaltou que Europa "tem a capacidade e experiência" necessárias para superar o desafio. No 39o relatório sobre as migrações internacionais, a entidade afirma que os países da OCDE precisam estabelecer uma estratégia global e coordenada para acolher os migrantes, e valorizar os talentos dos refugiados para facilitar a integração deles no novo país.

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Atualmente, a Europa concentra o maior número de pedidos de asilo do mundo. A OCDE nota que o bloco europeu está melhor preparado para receber refugiados, em relação a crises anteriores. Em alguns lugares, como a Polônia e a Hungria, a chegada de milhares de migrantes é uma experiência nova.

Segundo a organização, o número de refugiados não tem paralelo: 1 milhão de pedidos de asilo podem ser apresentados em 2015 nos países da União Europeia. A prolongação do conflito na Síria, a incerteza na Líbia, a instabilidade no Afeganistão e no Iraque fazem com que, "a curto prazo, sejam escassas as perspectivas de que a situação se estabilize nos principais países de origem".

Essa "grande diversidade de trajetos, de países de origem e de motivações" tornam esta crise "particularmente difícil de tratar". Em 2014, os sírios representavam 21% das solicitações de asilo, os kosovares 9,6% e os eritreus, 6,4%.

Melhorar integração

O relatório Perspectivas das Migrações Internacionais 2015 sublinha que o bloco europeu não previu que o número de migrantes que chegaria com a ajuda de traficantes de pessoas seria tão elevado. O documento nota que as políticas de integração dos imigrantes na sociedade precisam ser melhoradas.

O secretário-geral da organização, Angel Gurría, ressaltou que o incentivo para os imigrantes aprenderem a língua do país acolhedor são “fundamentais” para que eles comecem uma nova vida e obtenham um emprego. O estudo aponta que, em muitos casos no passado, as ondas migratórias foram positivas para a economia dos países que receberam os refugiados.

Aumento do número de crianças

“Temos de ter em mente que, longe de ser um fardo, a imigração é uma verdadeira vantagem”, disse Gurría. "A mensagem-chave é que a Europa tem os meios e a experiência para responder a esta crise", afirmou o diretor da divisão de migrações da OCDE, Jean-Christophe Dumont. Segundo ele, o número de imigrantes é "administrável", em comparação à população europeia e o aparato legislativo que a UE adotou nas últimas décadas.

A OCDE observa que, na atual crise migratória de sírios em direção à Europa, mais crianças estão viajando desacompanhadas do que em outras grandes ondas migratórias do passado, como a que saiu do Kosovo nos anos 1990.

Menos imigrantes brasileiros

O relatório também fala do Brasil: o texto indica que, na última década, caiu quase pela metade o número de brasileiros que emigram para países desenvolvidos. Em 2007, 108 mil cidadãos do Brasil se mudaram para um dos países-membros da OCDE, e em 2013 foram apenas 58 mil. O Brasil está entre as cinco nacionalidades que mais emigraram para Portugal, Irlanda, Japão e Luxemburgo. Em Portugal, 28% dos vistos de longa duração são para brasileiros.

 

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