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Violência/Suécia

Autor de ataque com espada em escola sueca era fascinado por Hitler

O sueco Anton Lundin-Pettersson, de 21 anos, era fascinado pela extrema-direita e por Hitler.
O sueco Anton Lundin-Pettersson, de 21 anos, era fascinado pela extrema-direita e por Hitler. Reprodução Facebook

Um dia depois do pior ataque já registrado em uma escola sueca, as informações sobre o agressor, Anton Lundin-Pettersson, de 21 anos, e suas motivações assustam a opinião pública. A polícia do país classificou o crime de racista nesta sexta-feira (23), em função da escolha das vítimas, todas de origem estrangeira. Já a imprensa sueca indica que o jovem era simpatizante da extrema-direita e fascinado por Adolf Hitler.

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Anton Lundin-Pettersson chegou à escola vestido com uma capa preta, uma máscara e uma espada que lembram o personagem Darth Vader, de Star Wars. No local, ele abateu um professor e um estudante de 17 anos. Um outro adulto e um garoto de 15 anos foram gravemente feridos. O agressor foi imobilizado e ferido pela polícia no local, mas morreu na quinta-feira (22) no hospital.

As autoridades revelaram que o jovem escolheu friamente suas vítimas, todas de origem estrangeira. A polícia não precisou, no entanto, que critérios ele usou para selecioná-las.

O ataque aconteceu na escola Kronan, na cidade de Trolhättan, no oeste da Suécia. Ao chegar ao local, o rapaz surpreendeu os estudantes que, devido à roupa e à máscara que Lundin-Pettersson utilizava, acreditavam que se tratava de uma brincadeira. O agressor chegou a posar para fotos a lado de dois alunos. Em seguida, passou para o ataque, entrando sucessivamente em duas salas de aula.

Perfil do agressor

A revista sueca Expo, especializada em questões da extrema-direita, revelou ontem que Lundin-Pettersson era seguidor de um blogueiro neofascista no YouTube. Em sua conta na mesma plataforma, ele chegou a publicar filmes sobre Hitler e o nazismo. No Facebook, ele seguia páginas de culto ao Terceiro Reich e também era fã do partido Democratas da Suécia, que milita pelo fim da imigração no país.

Segundo a imprensa sueca, as provas recolhidas no apartamento passam uma ideia clara da ideologia do jovem, cujos conhecidos descrevem como alguém educado e fechado. "Sempre estava vestido de preto ou com roupas de camuflagem", comentou uma pessoa próxima a ele ao jornal Aftonbladet.

De acordo com o jornal Expressen, o rapaz era hostil ao islã e xenófobo. Gostava de filmes de guerra, livros de Stephen King e rock pesado. "Era solitário. Jogava videogames, vivia em seu mundo", contou um antigo colega de turma contatado pelo diário.

Crescimento da extrema-direita

O crime de Lundin-Pettersson ilustra o clima xenófobo que vem se intensificando no país. A revista Expo revelou que um dos grupos de extrema-direita próximo do partido Democratas da Suécia encoraja os seguidores de sua página no Facebook a destruir os centros de acolhimento de refugiados. Só em outubro, quatro alojamentos para requerentes de asilo na Suécia foram incendiados. Quinze casos similares foram registrados desde janeiro.

Uma pesquisa recente mostra que a sigla atingiu 25% das intenções de voto, duas vezes a mais do que obtiveram nas eleições do ano passado. Isso porque o Democratas da Suécia anunciou sua intenção de realização de um referendo sobre a política de imigração do país, além de realizar uma campanha em jornais estrangeiros para desencorajar a vinda de refugiados ao país. A mensagem: nada de bom os espera aqui, além do frio e de acampamentos com barracas.

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