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UE/Imigração

Juncker critica lentidão de plano para distribuir refugiados entre os membros da UE

Refugiados chegam à fronteira com a Hungria
Refugiados chegam à fronteira com a Hungria REUTERS/Laszlo Balogh

As autoridades da União Europeia (UE) pediram, em um debate na Eurocâmara nesta terça-feira (27) aos Estados membros do bloco que atuem "à altura" da crise migratória que pode criar um "terremoto no cenário político europeu".

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"Devemos nos esforçar porque corremos o risco de não estar à altura", insistiu o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que citou os compromissos que os vários países da UE demoram a concretizar.

Juncker criticou a lentidão da implementação do plano para distribuir entre os membros da UE os demandantes de asilo que chegam à Itália e Grécia.

A crise migratória "é talvez o maior desafio que vimos em décadas", afirmou Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado e de governo do bloco.

"Poderia destruir conquistas como a livre circulação entre os membros do espaço Schengen e provocar um terremoto no cenário político europeu", disse.

Nova onda de refugiados

Tusk afirmou que a situação deve piorar e citou a "nova onda de refugiados que chegam de Aleppo e das regiões bombardeadas pelos russos na Síria", que provocaram o deslocamento de mais de 100 mil pessoas.

Como Juncker, Tusk afirmou que os Estados membros devem liberar rapidamente os recursos para as agências europeias como a Frontex, que coordena a proteção das fronteiras externas da UE.

"O que fizemos no domingo deveria ter sido implementado espontaneamente", disse Juncker, em referência à mini-reunião de cúpula em Bruxelas dedicada a decidir medidas para a "Rota dos Bálcãs", utilizada por dezenas de milhares de migrantes a cada dia.

A necessidade de organizar reuniões de emergência para que os Estados conversem "mostra que a UE não está em sua melhor forma", lamentou Juncker.

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