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Morte/Alemanha

Ex-chanceler da Alemanha Helmut Schmidt morre aos 96 anos

O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt estava hospitalizado desde agosto.
O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt estava hospitalizado desde agosto. REUTERS/Thomas Peter/Files

O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt, um dos idealizadores do Sistema Monetário Europeu (SME), faleceu no início da tarde desta terça-feira (9), aos 96 anos. O anúncio foi feito pelo médico do ex-líder social-democrata, conhecido na Alemanha como o "Chanceler de Ferro". Hospitalizado desde o mês de agosto, seu estado de saúde se deteriorou bruscamente no último fim de semana.

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Helmut Schmidt, que foi chanceler entre 1974 e 1982, morreu em sua casa, em Hamburgo, no norte da Alemanha, informou seu médico, Heiner Greten à agência de notícias alemã DPA. Fumante inveterado, equipado com um marca-passo desde 1981, o ex-líder social-democrata foi vítima de um ataque cardíaco em 2012 e foi submetido a uma cirurgia para realizar uma ponte de safena.

Hospitalizado em agosto devido a uma desidratação e operado em setembro por um coágulo de sangue em uma perna, Schmidt sofria de uma infecção indefinida e não tinha "nenhuma resistência", indicou o médico a um jornal local. Segundo Greten, em vez de se submeter a uma nova hospitalização, Schmidt e seus parentes preferiram que ele permanecesse em repouso "em um ambiente familiar".

"Chanceler de Ferro"

Chanceler após a renúncia de outra grande figura da social-democracia alemã, Willy Brandt, Schmidt voltou a ocupar o cargo em 1976 e 1980 e ficou conhecido como o "Chanceler de Ferro".

Inflexível diante da violência do grupo de extrema-esquerda Facção do Exército Vermelho (RAF), conduziu diversas reformas sociais. Schmidt foi o primeiro a denunciar a implantação de foguetes SS-20 soviéticos em 1977 e a defender os euro-mísseis da Otan.

Europeu convicto, ele criticou a forma como seu sucessor, Helmut Kohl, conduziu a unificação da Alemanha. O ex-líder social-democrata também foi o "pai", ao lado do ex-presidente francês Valéry Giscard d'Estaing, do Sistema Monetário Europeu (SME).

Schmidt se aposentou da vida política há mais de 30 anos, mas continuou a contribuir nos debates políticos e intelectuais da Alemanha. Autor de trinta livros, foi editor e diretor da "Die Zeit", uma das revistas alemãs de mais prestígio.

(Com informações da AFP)

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