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Europa/Crise migratória

UE lança fundo de ajuda para a África de € 1,8 bilhão para conter migrantes

Foto de grupo dos líderes africanos e da UE que participam da Cúpula sobre Migração em Valletta, Malta, 11 de novembro de 2015.
Foto de grupo dos líderes africanos e da UE que participam da Cúpula sobre Migração em Valletta, Malta, 11 de novembro de 2015. REUTERS/Yves Herman

O fundo de ajuda para a África, de € 1,8 bilhão, foi lançado nesta quinta-feira (12) pela União Europeia na Cúpula de Malta na esperança de conter a crise migratória. Bruxelas convida os países integrantes do bloco a fazer doações para dobrar a quantia inicial, mas até agora, as promessas de contribuições somam € 78 milhões, informa a Comissão Europeia. O encontro em Valletta, que reúne desde ontem (11) representantes de países africanos e europeus, será encerrado hoje.

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O fundo de emergência europeu visa lutar contra as causas profundas da migração ilegal na África, melhorando as condições de vida nos países do continente, ressaltou o presidente do Executivo europeu, Jean-Claude Juncker. Bruxelas pede à África que aceite mais retornos de seus migrantes ilegais, em troca de uma maior ajuda ao desenvolvimento. O novo instrumento vai financiar o plano de ação que que será adotado no final da Cúpula de Malta, nesta quinta-feira.

Jean-Claude Juncker insiste que o objetivo é que o fundo para a África é atinja € 3,6 bilhão. Por isso, além do € 1,8 já desbloqueado por Bruxelas, ele pede uma maior contribuição direta de países europeus para que "a resposta europeia tenha credibilidade". Até agora, as promessas de doação, feitas por 25 países do bloco mais a Noruega e a Suíça, estão muito aquém do desejado. Elas somam apenas € 78,2 milhões, segundo a Comissão europeia.

Fluxo incessante

Desde ontem (11), os 28 países integrantes da União Europeia e 30 países africanos estão reunidos na ilha mediterrânea para abordar o fluxo incessante e sem precedentes de migrantes à Europa. Essa crise migratória não dá sinais de trégua e estampa a divisão do bloco europeu sobre a questão. A reunião em Valletta foi agendada após o naufrágio dramático em matou 800 migrantes no primeiro semestre deste ano, no Mediterrâneo.

Os europeus tentam diminuir o fluxo dos migrantes econômicos que não são considerados refugiados, como os sírios. Os países africanos se queixam de "dois pesos, duas medidas" entre o tratamento dado a seus cidadãos e aos candidatos ao asilo. Eles pedem que os europeus não fechem totalmente suas portas, desenvolvendo "canais de migração legal" para turismo, estudo ou trabalho. Mas os líderes europeus, preocupados com as reações de suas opiniões públicas mostram cautela. Em 2015, de acordo com as estatísticas mais recentes, cerca de 1,2 milhão de pessoas entraram ilegalmente na União Europeia, principalmente por via marítima.

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