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Bélgica/Terrorismo

Polícia teme que terrorista esteja nas ruas de Bruxelas com cinturão de explosivos

Busca de terroristas coloca tanques de guerra e militares nas ruas de Bruxelas.
Busca de terroristas coloca tanques de guerra e militares nas ruas de Bruxelas. . REUTERS/Youssef Boudlal

A decisão de elevar ao máximo neste sábado (21) o nível de alerta terrorista em Bruxelas e na região de Vilvoorde, periferia da capital belga, foi tomada após informações precisas do Orgão de Coordenação para a Análise de Ameaças da Bélgica. A polícia está à procura de pelo menos dois homens, um deles com bombas semelhantes às detonadas nos atentados na semana passada na capital francesa. O primeiro-ministro belga, Charles Michel, advertiu para uma “ameaça iminente de atos terroristas em Bruxelas semelhantes aos de Paris”.

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Correspondente da RFI em Bruxelas

Em comparação a um sábado normal, o centro da cidade está praticamente deserto por causa do alerta excepcional. Nas ruas próximas à Grand-Place, uma das principais atrações turísticas do país, o dia foi marcado por uma forte presença de policiais, militares e tanques de guerra. Lojas, shoppings e grandes supermercados estão fechados e o metrô não irá circular durante todo o final de semana, uma medida inédita na Bélgica.

Cinemas, museus, salas de concerto e piscinas públicas foram também fechados e as competições esportivas e grandes eventos, anulados. Nos bairros mais afastados do centro, o comércio funcionou, mas com um movimento abaixo do normal. A maioria dos restaurantes e bares decidiu não abrir neste sábado.

O homem mais procurado da Bélgica

É bastante provável que Salah Abdeslam, o homem mais procurado do país, esteja usando um cinturão com explosivos igual ao dos terroristas mortos em Paris. Após uma semana de buscas, a polícia e serviços de inteligência belgas ainda não conseguiram prender o fugitivo.

Hamza Attouh, uma das pessoas que dirigiu o carro que trouxe Abdeslam de volta à Bélgica, após os ataques na capital francesa, finalmente confessou que deixou o foragido em Laeken, bairro afastado de Bruxelas. A região conta com uma forte presença de imigrantes, mas também é lá que está o Palácio de Laeken, residência dos reis belgas.

Outro fugitivo chave é o marroquino Lazez Abraimi, suspeito de ter dado apoio logístico a Abdelhamid Abaaoud, mentor dos autores dos atentados em Paris, morto pela polícia esta semana durante uma operação em Saint-Denis, na periferia parisiense. Lasez, que morava em Molenbeek, está desaparecido. Seu carro foi encontrado com armas e manchas de sangue.

Neste domingo (22), o governo belga se reunirá novamente para avaliar se mantêm ou não o nível de alerta máximo - nível 4 - em Bruxelas.

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