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Bélgica/Terrorismo

Bruxelas vive quarto dia em estado de alerta máximo contra atentados

Quarto dia de estado de alerta em Bruxelas nesta terça-feira (24).
Quarto dia de estado de alerta em Bruxelas nesta terça-feira (24). REUTERS/Yves Herman

Bruxelas prorrogou até esta terça-feira (24) o estado de alerta máximo. Pelo quarto dia consecutivo ônibus e metrôs não circulam. Escolas, creches e universidades mantém as portas fechadas e as ruas estão fortemente vigiadas pela polícia e pelo exército, diante das ameaças de ataques terroristas.

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O primeiro-ministro belga Charles Michel explicou que há fortes indícios de réplicas dos ataques de Paris na capital europeia, mas não deu detalhes. Segundo ele, os alvos identificados seriam áreas comerciais e a rede pública de transporte.

As investigações da polícia belga continuam e um quarto suspeito de participar da série de atentados em Paris foi incriminado, mas a justiça não deu detalhes sobre sua identidade. Das cinco pessoas detidas ontem (23), duas foram liberadas e as outras três continuam sendo investigadas.

Desde os ataques terroristas de Paris, em 13 de novembro, a polícia belga faz operações para identificar suspeitos de participação ou cumplicidade nos atos terroristas. A ação policial foi intensificada no último final de semana diante da ameaça iminente de atentados em Bruxelas.

Cinto de explosivos

O cinto de explosivos encontrado ontem (23) em uma lixeira de Montrouge, na periferia sul de Paris, é muito parecido com os que foram usados pelos terroristas nos ataques de 13 de novembro. A perícia esteve no local e o objeto continua sendo investigado hoje. A imprensa francesa afirma, citando fontes policiais, que ele contém um componente explosivo muito potente, o TATP, também presente em outros ataques. O cinto foi encontrado não muito longe do local onde foi localizado o celular usado por Salah Abdeslam na noite dos ataques.

Uma das hipóteses dos investigadores é que Salah Abdeslam teria conduzido os três autores dos ataques no Stade de France e depois abandonou o carro no 18° distrito de Paris. Tudo indica que ele deveria ter sido o oitavo homem-bomba, mas teria desistido do ato e abandonado o cinto de explosivos.

Dois homens detidos em Bruxelas são acusados de ter vindo buscar Salah Abdeslam na França horas depois dos ataques e conseguiram deixá-lo na Bélgica. Um deles disse em depoimento à polícia que Salah, que continua foragido, estaria pronto para se explodir.

Instrução antiterrorista

Jawad Bendaoud , que ofereceu o apartamento que serviu de refúgio para Abdelhamid Abaaoud, considerado mentor dos ataques, vai ser encaminhado hoje a um juiz de instrução antiterrorista. Após o ataque da polícia francesa na última quarta-feira (18) contra o apartamento onde Abaaoud foi morto juntamente com dois outros suspeitos, oito pessoas foram detidas para averiguação, mas Jawad Bendaoud foi o único mantido em detenção.

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