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Rússia/Turquia/Síria

Empresas russas não poderão mais empregar turcos, em represália por queda de avião

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, havia anunciado ontem o retorno dos vistos obrigatórios para os turcos.
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, havia anunciado ontem o retorno dos vistos obrigatórios para os turcos. REUTERS/Sergei Karpukhin TPX IMAGES OF THE DAY

O presidente russo, Vladimir Putin, firmou neste sábado (28) um decreto que prevê uma série de sanções econômicas contra a Turquia pela derrubada de um avião militar da Rússia por caças turcos sobre a fronteira síria.

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As medidas do Kremlin, que "visam garantir a segurança nacional e dos cidadãos russos", incluem a suspensão dos voos charter entre Rússia e Turquia, a proibição de empregar turcos em empresas russas, o restabelecimento de vistos entre os dois países e a interdição das importações de certas mercadorias, revela o texto publicado pela presidência.

A partir de 1º de janeiro de 2016, os empregadores russos "não poderão contratar" cidadãos turcos, determina o decreto, que também restringe a atuação de empresas turcas no território russo. O decreto prevê ainda "a proibição ou limitação (...) das importações de certos tipos de mercadorias provenientes da República da Turquia", que constarão de uma lista a ser publicada no futuro.

Segundo a imprensa oficial, Putin determinou a funcionários do governo que também elaborem uma lista de bens e serviços para integrar as sanções.

As relações entre os dois países estão abaladas desde a derrubada de um avião militar russo pela aviação turca sobre a fronteira com a Síria na terça-feira.

Turquia pede a seus cidadãos que evitem viajar para a Rússia

A Turquia recomendou neste sábado a seus cidadãos que adiem qualquer viagem não urgente à Rússia. A recomendação foi feita em função das "dificuldades que estão encontrando os cidadãos turcos que viajam ou residem" na Rússia e estará em vigor "até que a situação se esclareça", afirmou o ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

A crise bilateral deflagrada depois que um caça-bombardeiro russo Su-24 foi derrubado por caças F-16 turcos perto da fronteira síria. O aparelho voltava de uma missão de combate no noroeste da Síria. A Turquia afirma que o avião entrou em seu espaço aéreo e que recebeu "dez advertências em cinco minutos".

Moscou garante, porém, que o Su-24 sobrevoava o território sírio e que não recebeu qualquer advertência antes de ser abatido.

Um piloto morreu, e o segundo foi resgatado após uma operação especial realizada de forma conjunta pelas forças especiais russas e sírias. Na operação de resgate, um soldado russo morreu. Essas são as primeiras perdas oficiais para o Exército russo desde o início da intervenção na Síria em 30 de setembro.

Desde o incidente, Moscou acusa a Turquia de ter vínculos com o grupo Estado Islâmico (EI) e exige desculpas.

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