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Merkel promete reduzir significativamente fluxo migratório

A chanceler alemã Angela Merkel e líder da União Democrata Cristã (CDU) discursa durante congresso do partido, com o texto "Pela Alemanha e Europa" ao fundo
A chanceler alemã Angela Merkel e líder da União Democrata Cristã (CDU) discursa durante congresso do partido, com o texto "Pela Alemanha e Europa" ao fundo REUTERS/Kai Pfaffenbach

A chanceler alemã, Angela Merkel, prometeu nesta segunda-feira (14) "reduzir de maneira perceptível" o fluxo de imigrantes para a Europa, mas descartou fechar fronteiras, por questões "humanitárias".  Apesar das turbulências nas últimas semanas e das críticas de membros de seu partido, a União Cristã-Democrata (CDU), à política de acolhimento de refugiados, a líder conservadora foi ovacionada durante vários minutos por partidários reunidos para o congresso da sigla em Karlsruhe, no sudoeste do país.

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Em uma hora de discurso quase inteiramente dedicado à crise migratória, Angela Merkel reconheceu que, mesmo um "país forte como a Alemanha será sobrecarregado no longo prazo por uma quantidade tão elevada de refugiados". O número de pedidos de asilo na Alemanha deve ultrapassar 1 milhão ainda este ano, o que, apesar da saúde financeira do Estado, impõe desafios consideráveis à economia e à própria logística do país. Diante disso, Merkel garantiu que "quer e vai reduzir significativamente o número de refugiados", prometeu.

Ela repetiu mais de uma vez o slogan "nós vamos chegar lá" e afirmou que "atingir grandes feitos" é parte da "identidade alemã". Merkel admitiu que a tarefa "é imensa" e que, "às vezes, as negociações entre os 28 países da União Europeia são enlouquecedoras", mas reiterou que a solução para a crise passa pela "solidariedade europeia".

Ela descartou fechar as fronteiras da Alemanha: "Nós não vamos ter sucesso nos trancando. Em pleno século 21, trancar-nos não é a solução", disse a chanceler, defendendo que manter as portas abertas aos refugiados "não é nada menos do que um imperativo humanitário".

Aumentar controle nas fronteiras externas

Merkel reiterou, no entanto, a necessidade de aumentar o controle nas fronteiras externas do continente, uma tarefa na qual a Turquia terá "um papel-chave". Apesar das relações conturbadas com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, Berlim tenta uma aproximação com Ancara, para tentar evitar que os cerca de 2 milhões de refugiados sírios que hoje vivem na Turquia atravessem as fronteiras em direção à Europa.

Esse assunto estará na pauta de uma cúpula sobre crise migratória que acontece na quinta-feira e na sexta, em Bruxelas. Merkel também ressaltou a importância de distribuir pela Europa os 160 mil refugiados que estão atualmente na Grécia e na Itália, uma medida decidida entre os parceiros europeus e que até o momento não foi concretizada.

Para a chanceler alemã, a União Europeia está diante de um "desafio histórico", mas está "à altura do teste". Os delegados da CDU devem adotar nesta segunda-feira um texto estabelecendo uma estratégia coesa para lidar com o fluxo migratório.

A julgar pela boa recepção à chanceler, que recentemente foi eleita a "personalidade do ano" pela revista norte-americana Time, seu ponto de vista deve prevalecer. Ou seja, o país deve continuar a receber os migrantes sírios.
 

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