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Linha Direta

Espanha fecha 2015 com impasse político e crescimento econômico

Áudio 04:23
O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy
O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy REUTERS/Susana Vera

A Espanha fecha este 2015 com um cenário político complicado. Depois de ter passado por cinco eleições, os espanhóis estão com dois governos provisórios - o central e o catalão -, marcados pelo debate sobre a independência da Catalunha. No plano econômico, o país cresceu mais de 3%, o maior crescimento da Uniao Européia, embora um pouco menor do que o previsto, e o desemprego caiu, mas ainda é o segundo maior da zona do euro.

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Fina Iñiguez, correspondente da RFI em Barcelona

A situação é complexa. No plano político, tanto nas eleições gerais do último dia 20 de dezembro como nas da região da Catalunha de 27 de setembro, nenhum partido conseguiu maioria absoluta para governar.

Na terça-feira (29), o primeiro-ministro Mariano Rajoy, líder do partido conservador PP, informou em coletiva que, se não conseguir acordo com os partidos que defendem uma Espanha unida dentro da Europa e com ênfase no crescimento econômico e no emprego, vai convocar novas eleiçoes e continuará sendo o candidato do PP. Ele tem até 13 de janeiro para conseguir o apoio do Parlamento ou, caso contrário, dar início ao processo de novas eleições, que pode se extender por dois meses.

A Catalunha, por sua vez, também está com um governo provisório há três meses: a coalizão pela independência Juntos pelo Sim nao conseguiu os votos necessários para formar governo e está nas mãos da CUP, um novo partido de esquerda e anticapitalista que, apesar de também querer a independência da Catalunha, nao aceita a candidatura de Artur Mas, o atual presidente da região.

A data limite para conseguir a nomeação de um presidente de governo para a Catalunha é o próximo 10 de janeiro. Caso contrário, serão convocadas também novas eleições em março.

Independência da Catalunha

A questão da independência da Catalunha marcou as eleições tanto do governo central como do regional. Foi o assunto central de todas as campanhas eleitorais e, junto aos numerosos casos de corrupção envolvendo os principais partidos, favoreceu o final do bipartidarismo e o crescimento de novas formações políticas, os chamados “partidos emergentes”, liderados por jovens bem preparados e com um discurso mais próximo ao da linguagem e das inquietudes da rua. Neste momento, está nas maos desses partidos novos definir a governabilidade no país e na Catalunha.

A corrupção e o desemprego também foram notícia este ano na Espanha. Os casos de corrupção cresceram e envolveram desde o ex-presidente do governo catalão Jordi Pujol e toda sua família até o ex-ministro do governo de Rajoy e ex-diretor do FMI Rodrigo Rato, entre tantos outros altos cargos dos principais partidos políticos do país, majoritariamente do conservador PP de Mariano Rajoy.

Além disso, foi definido o calendário para o caso que envolve a irmã do rei da Espanha e seu marido. Ela deverá sentar no banco dos réus em 11 de janeiro. O caso é um dos maiores escândalos de corrupção envolvendo a realeza e foi um dos principais fatores que contribuiu para a abdicação do rei Juan Carlos a favor do filho Felipe em 2014.

Desemprego

Quanto ao desemprego, a Espanha fecha 2015 com a menor taxa dos últimos 4 anos, 21%, mas ainda é uma taxa alta. Cerca de 5 milhões de pessoas nao têm trabalho, e os novos empregos - segundo os analistas- são em sua maioria precários, e a Espanha continua sendo o segundo país com a maior taxa de desemprego da zona do euro.

A melhor notícia do fechamento de 2015 é sem dúvida o crescimento econômico, que será de 3,2%, um pouco menor do que o previsto, mas um dado que Rajoy apresenta como um dos maiores êxitos de sua legislatura.

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