Acessar o conteúdo principal

Agressão sexual de quase 100 mulheres no Réveillon gera revolta na Alemanha

A prefeita da Colônia, Henriette Reker, disse que não há indícios de que as agressões tenham sido cometidas por imigrantes.
A prefeita da Colônia, Henriette Reker, disse que não há indícios de que as agressões tenham sido cometidas por imigrantes. REUTERS/Wolfgang Rattay

Cerca de 100 mulheres foram agredidas sexualmente por um grupo de homens na noite de 31 de dezembro em Colônia. O caso, divulgado nesta terça-feira (5), tem suscitado críticas, pois os agressores estão sendo associados aos refugiados que chegaram na região nos últimos meses.

Publicidade

As autoridades se deram conta da gravidade do caso conforme o número de ocorrências aumentava. Segundo o chefe da polícia de Colônia, Wolfgang Albers, 90 pessoas apresentaram queixas “e outras devem aparecer”. Pelo menos dez episódios semelhantes também foram registrados em Hamburgo.

A chanceler alemã Angela Merkel telefonou para a prefeita de Colônia para exprimir sua “indignação diante desses atos de violência insuportáveis e essas agressões sexuais”.

Os ataques são atribuídos a grupos de 20 a 30 jovens bêbados que teriam aproveitado o tumulto diante da catedral e da estação de trens da cidade na hora da virada para cercar as vítimas. “Nos preparávamos para ir embora quando vários homens estrangeiros nos atacaram”, relatou uma das mulheres no canal de televisão N-TV. “Eles começaram a nos agredir, agarrando nossas coxas, colocado as mãos em nossos decotes e dentro de nossos casacos”, contou a jovem, que garante que “apenas as mulheres” eram visadas.

De acordo com o chefe da polícia de Colônia, a maioria das queixas traz o mesmo tipo de relato, apontando agressores “com idades entre 18 e 35 anos, aparentemente de origem árabe ou vindos do norte da África”.

Refugiados são visados

Vários responsáveis políticos, que contestam a estratégia de acolhimento de imigrantes de Berlim, aproveitaram o fato de que os supostos autores dos ataques tenham sido classificados como “estrangeiros”, para associá-los aos refugiados. “Se as pessoas que pedem asilo cometem tais agressões, isso deve ser visto como uma traição dos valores de hospitalidade e deve conduzir ao fim imediato de sua estadia na Alemanha”, lançou Andreas Scheuer, secretário geral do partido conservador CSU, que faz parte da coalizão do governo, mas que vem criticando a política do país na crise migratória.

Já a polícia tenta evitar qualquer tipo de estigmatização dos imigrantes. “Não temos nenhum indício que mostre que trata-se de refugiados” instalados na região, declarou a prefeita de Colônia, Henriette Reker, que considera a associação das agressões com os migrantes “inadmissível”.

O ministro alemão da Justiça, Thomas de Maizière, também alertou para o risco de “instrumentalização” do episódio. Segundo ele, a aparência dos agressores “não deve nos conduzir a criar uma suspeita geral sobre os refugiados que, independentemente de suas origens, vêm buscar proteção na Alemanha”.

Newsletterselfpromo.newsletter.text

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.