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Suécia quer expulsar até 80 mil migrantes com pedidos de asilo rejeitados

A Suécia pretende expulsar até 80 mil migrantes que chegaram ao país em 2015 e cujos pedidos de asilo foram ou vão ser negados.
A Suécia pretende expulsar até 80 mil migrantes que chegaram ao país em 2015 e cujos pedidos de asilo foram ou vão ser negados. REUTERS/Johan Nilsson/TT NEWS AGENCY ATTENTION EDITORS

A Suécia prepara a expulsão de até 80.000 migrantes que chegaram ao país em 2015 e cujo pedido de asilo foi ou será rejeitado, declarou o ministro sueco do Interior, Anders Ygeman.

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"São 60 mil pessoas, o total pode chegar a 80 mil", indicou o ministro sueco ao jornal financeiro Dagens Industri (DI), destacando que o governo já havia notificado a polícia e o Departamento de Migrações, que organizam as expulsões. O processo poderá levar vários anos.

Mais de um milhão de migrantes, entre eles um grande número de sírios, chegaram à Europa em 2015, provocando a crise migratória mais grave do continente desde a Segunda Guerra Mundial. Apesar do inverno, que torna mais difícil e perigosa a navegação, milhares de refugiados continuam chegando cotidianamente ao continente europeu.

Bloco europeu acusa Atenas de não proteger fronteiras

Os trágicos naufrágios, com dezenas de mortos, se sucedem, e a União Europeia acusou a Grécia, principal porta de entrada dos refugiados, de não proteger o suficiente suas fronteiras. Nesta quinta-feira (28), mais 24 pessoas, incluindo crianças, morreram no litoral grego tentando alcançar a Europa.

Devido à falta de uma coordenação eficaz para regular a chegada de refugiados, alguns Estados do bloco europeu têm construído muros ou barreiras para frear a circulação entre os países ou restringem o direito de estada.

Voo fretado será opção para expulsões

A Suécia, com quase 10 milhões de habitantes, é um dos países da União Europeia que, proporcionalmente, mais recebeu refugiados, mais inclusive que a Alemanha. Em 2015, 163 mil refugiados apresentaram pedido de asilo ao governo sueco, que em novembro passado restabeleceu o controle nas fronteiras.

Atualmente o fluxo é dez vezes menor e Estocolmo tenta ainda mandar de volta as pessoas que tiveram pedidos de asilo negado e não podem continuar no país. Dos 58.800 casos tratados no ano passado, o Departamento de Migrações sueca aceitou 55%.

As expulsões se efetuam habitualmente em voos comerciais, mas, devido ao fluxo de refugiados, o ministro sueco não descarta o eventual uso de voos fretados.

Crime traz à tona dificuldades de acolhimento de refugiados

O governo sueco anunciou a medida dois dias depois do assassinato de uma professora por um adolescente estrangeiro de 15 anos em um centro de menores de Molndal, perto de Gotemburgo (sudoeste).

O drama colocou em evidência, além disso, a lotação das estruturas de acolhimento e o peso assumido por algumas cidades suecas, o que fez o governo obrigar as prefeituras mais resistentes a receber refugiados.
 

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