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Jornais franceses detectam no ar uma nova crise financeira mundial

Eurobank, terceiro banco da Grécia, ainda necessita de recapitalização.
Eurobank, terceiro banco da Grécia, ainda necessita de recapitalização. AFP PHOTO/ LOUISA GOULIAMAKI

Os jornais franceses desta quarta-feira (10) questionam se uma nova crise financeira internacional ameaça atualmente a economia mundial.

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O diário econômico Les Echos diz que as perdas acumuladas desde o início do ano pelas bolsas europeias, relacionadas principalmente com a desvalorização dos títulos bancários, refletem as consequências dos preços excessivamente baixos do petróleo e das matérias-primas.

"Os investidores estão preocupados com o comprometimento dos bancos em relação às empresas do setor do petróleo, o que já provocou, desde o início de janeiro, uma depreciação de 27% das ações dos bancos europeus", destaca o texto. E o problema, de acordo com Les Echos, é que o pânico começa a contaminar outros setores, como o mercado de crédito e de títulos de dívida pública.

A mesma preocupação é manchete do caderno de Economia do jornal Le Figaro. "Empresas do setor do petróleo, particularmente nos Estados Unidos, estão fortemente endividadas e geram desconfiança nos investidores", diz o texto. Muitos se questionam se essas companhias conseguirão honrar seus pagamentos e reembolsar seus créditos bancários. Os bancos, que concederam os empréstimos, ficam na berlinda. O pânico vai passando de um setor para outro e, no caso da Europa, a crise ainda respinga no mercado dos títulos públicos. Países do sul, como Portugal e Itália, viram nos últimos dias os custos de refinanciamento de suas dívidas aumentarem, logo agora que eles começavam a sanear as contas públicas.

Bancos italianos estão repletos de créditos podres

Segundo Les Echos, o capítulo mais recente dessa crise anunciada começou na Itália. Bancos italianos detêm € 200 bilhões de créditos considerados podres. Devido a novas regras europeias, esses títulos não poderão ser isolados em um "bad bank", um banco destinado a falir, como dizem os especialistas. Resultado: as ações dos bancos italianos perderam mais de 30% de seu valor em dois dias, arrastando junto com elas os bancos gregos. Um analista explica nas páginas do jornal que depois do petróleo e das matérias-primas, agora é a vez dos bancos sofrerem com os desequilíbrios mundiais.

Tudo indica que o risco de uma crise sistêmica global ainda está longe de se produzir. Mas os investidores, traumatizados pelas dificuldades enfrentadas nos mercados de ações em 2008 e 2011, estão reagindo de maneira exagerada e provocando perdas para a maior parte dos países.

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