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Apesar do inverno, 80 mil refugiados chegaram à Europa em 2016

Refugiados chegam à Grécia
Refugiados chegam à Grécia REUTERS/Giorgos Moutafis

Apesar do mar agitado e do inverno rigoroso, mais de 80 mil refugiados e migrantes chegaram à Europa em barcos durante as primeiras seis semanas de 2016. Esse número já é maior que a soma dos primeiros quatro meses de 2015, segundo a Acnur (Agência da ONU para Refugiados).

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Além disso, estima-se que mais de 400 pessoas morreram tentando atravessar o Mediterrâneo. Apesar dos perigos, diariamente mais de 2.000 pessoas continuam arriscando as suas vidas e as de seus filhos na tentativa de chegar à Europa.

"A maioria das pessoas que chegou em janeiro de 2016, quase 58%, era mulheres e crianças. Uma em cada três pessoas que chega à Grécia é criança, enquanto, em setembro de 2015, essa proporção era de uma criançaa cada 10 pessoas", disse a porta-voz do Acnur, Melissa Fleming, em uma conferência de imprensa nesta quarta-feira (17) em Genebra.

Fleming acrescentou que mais de 91% das pessoas que chegam à Grécia vêm dos 10 principais países que geram refugiados no mundo, incluindo Síria, Afeganistão e Iraque. "O inverno e o mar agitado não são suficiente para impedir os desesperados de fazer a viagem, resultando em naufrágios diários", afirmou.

Mais de 56% são sírios

Quando perguntados, no momento da chegada, a maioria deles afirma que teve que deixar sua terra natal devido ao conflito. Mais de 56% dos que chegaram à Grécia em janeiro eram sírios.

No entanto, a Acnur salienta que as soluções para a situação da Europa não são apenas eminentemente possíveis, mas que já foram previamente acordadas pelos Estados e agora precisam ser urgentemente implantadas. A estabilização é essencial e representa uma demanda pública.

"Nesse contexto, é necessária a redução das chegadas por vias marítimas. O acesso seguro na busca de asilo, por meio da reinstalação da e admissão humanitária, é um direito humano fundamental que deve ser protegido e respeitado," acrescentou Fleming.

Ela ainda afirmou que as vias regulares para a Europa e outros lugares foram importantes para permitir que os refugiados alcançassem a segurança sem que colocassem suas vidas nas mãos dos contrabandistas para fazer as perigosas travessias marítimas.

"Possibilidades tais como o reassentamento, a admissão humanitária, o reagrupamento familiar, o patrocínio privado e os vistos de estudante, de trabalho e de refugiados devem ser estabelecidas para garantir que os movimentos sejam administráveis, controlados e coordenados para os países que estão recebendo os refugiados", acrescentou Fleming.

Plano entre a Turquia e a União Europeia

Vincent Cochetel, diretor da Acnur para a crise na Europa, acrescentou que frente a essa situação, a agência espera que os estados-membros da União Europeia coloquem em prática mais rapidamente as medidas acordadas em 2015, incluindo a implementação de pontos de acolhimento e processos de realocação das 160 mil pessoas que já estão na Grécia e Itália, assim como do Plano de Ação Integrado entre a Turquia e a União Europeia.

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