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UE

Britânicos continuam divididos sobre saída da União Europeia

O debate sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia é uma das prioridades do primeiro-ministro britânico David Cameron.
O debate sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia é uma das prioridades do primeiro-ministro britânico David Cameron. REUTERS/Yves Herman

Uma nova pesquisa de opinião revela que os britânicos continuam divididos sobre a permanência do país na União Europeia (UE). Segundo o estudo, publicado nesta sexta-feira (19), quase um quarto da população ainda estaria indecisa sobre o tema.

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Enquanto os líderes europeus discutem em Bruxelas a permanência do Reino Unido na União Europeia, o tema também está longe de alcançar unanimidade entre os britânicos. De acordo com a pesquisa de opinião do Instituto TNS, ao serem questionados se, em caso de um referendo, como prometido pelo primeiro-ministro David Cameron, gostariam de deixar o bloco, 36% da população dos entrevistados disseram “Não” e 34%, “Sim”.

Mas se as opiniões divergem, o número de indecisos também é importante, já que 23% dos britânicos ouvidos continuam sem saber de que lado vão votar. Além disso, 7% já disseram que não pretendem participar do referendo. No entanto, se forem levadas em consideração as abstenções, a saída da UE, que ficou conhecida como Brexit, ganharia por 39%, contra 36% a favor da permanência no bloco.

Expatriados estão preocupados com permanência na UE

O presidente da associação britânica British Community Committee, que reúne e aconselha expatriados na França, se mostrou preocupado. “Não sabemos o que nos espera”, disse ao jornal Le Monde. Segundo ele, o tema se tornou frequente nas reuniões trimestrais da entidade. “Alguns se questionam sobre o que vai acontecer, enquanto outros já se informam sobre as condições para a obtenção da nacionalidade francesa”, relata.

A possível saída do Reino Unido da União Europeia também teria consequências diretas para o britânicos que desejam morar no exterior. Se atualmente o procedimento é relativamente simples, esses candidatos à imigração passariam a ser submetidos, no caso da França, às complexas regras de obtenção de uma carte de séjour (o documento que autoriza a permanência no país). Atualmente, cerca de 200 mil súditos da rainha moram no território francês, quase um terço deles são aposentados, que residem no sudoeste do país.

O Reino Unido já goza de uma condição excepcional, pois faz parte da UE mas não adotou o euro. Além disso, sua possível saída da UE não excluiria totalmente o país do bloco, pois Londres continua sendo membro do chamado EEE (Espaço Econômico Europeu), como a Noruega ou a Islândia. Dessa forma, mesmo diante de um Brexit, seus cidadãos continuariam beneficiando do direito de livre circulação na região, além de alguns acordos sobre direitos sociais.

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